Menos pode ser mais



“Os coreanos levam a escola a sério e as crianças chegam a passar 16 horas por dia estudando. É raro encontrar um jovem que saia da aula do colégio regular e vá para casa assistir TV ou jogar vídeo game. A maioria deles faz uma jornada dupla de estudos, complementando o aprendizado em cursos extras. O ensino é voltado para a realização de uma prova que, assim como o vestibular ou o Enem, garante ingresso às melhores universidades da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. A carga de estudos é tão alta e a competitividade entre as crianças tão acirrada que os malefícios da fixação pela educação já são pauta no país. Ao mesmo tempo em que é cotada como um dos melhores níveis de aprendizado de ciência, matemática e linguagem do mundo, a Coreia também é um dos países que mais registram casos de suicídios.”
(Fonte: Hypeness)

Nesses últimos meses o que mais observei no meu meio social foram pessoas colocando os estudos ou o futuro profissional acima da saúde ou do bem-estar. Isso parece algo surreal e bizarro a meu ver, não consigo captar o menor sentido disto. O amanhã é só uma consequência do nosso hoje, mas essa fixação digamos que “doentia” por assegurar um futuro com certeza mais atrapalha que ajuda, essa epidemia é uma característica marcante da sociedade contemporânea, ela é doente e cega, o foco dessa corrida são os ganhos, e a perda?

Ela no final pouco importa, é uma escalada desvairada num terreno tortuoso e íngreme, muitos competidores vão cair, entretanto eles são as perdas e neste mundo feroz e profissional, perdedores ficam para trás. Esse problema não está presente somente no mercado profissional, está enraizado nas escolas, elas relativamente não dão conhecimento aos seus alunos, buscam empurrar assuntos, atividades e afins goela abaixo, isso pelo menos para mim é algo muito preocupante, tudo tem girado em torno do dinheiro, status ou satisfação profissional e pessoal, quando não é uma coisa, provavelmente é outra, qualquer detalhe nesse caminho não passa de uma pedra no sapato do futuro profissional. A humanidade está evoluindo, mas não num aspecto psicológico, mas sim num aspecto tecnológico, afinal, o que vale é isso, crescer, crescer e crescer, o resto pouco importa, a autodestruição parece estar intrínseca ao ser humano.