Duas perguntas que ferram minha cabeça

Desde adolescência sempre achei que era uma pessoa totalmente no controle da minha vida, tinha um plano de carreira definido mesmo antes dos 16 anos, pretendia me tornar um programador “C, C++ e C#” começar escrevendo software e com o tempo pular para a indústria de games, não prestava contas sobre minha notas para meus pais, tinham projetos secundários como blog e vlog’s, até mesmo cheguei a fazer parte da “coordenação“ de um pseudo networking de vlog.

Hoje me pego trabalhando com animação digital com uma micro carreira de 3 anos em design no meio de um bacharelado de design. 3 anos e três experiências profissionais totalmente diferentes de uma agência média para uma grande agência, e dessa grande agência para comunicação de um grupo empresarial. E enquanto fazia me caminhada diária para faculdade retirando o uniforme social que tanto detesto a lembrança de dois questionamentos que tive vieram a minha cabeça:

O primeiro veio enquanto eu assistia um vídeo da ICONIC networking ( não me lembro qual e estou que com muita preguiça para pesquisar ), o apresentador Henrique Lira entre vários discursos motivacionais pergunta: “Por que você faz o que faz?“

O segundo questionamento veio de minha namorada. Em uma tarde de sábado ambos deitados olhando para o teto foi quando veio o questionamento normalmente clichê e que poderia ser respondido com qualquer resposta vazia?“ A onde você se imagina em 5 anos “

Parece bem bobo quando se analisa, duas perguntas que não querem dizer nada, mas dizem tanto ao mesmo tempo. “Aonde você se imagina em 5 anos? “ e “Por que você faz o que faz?“. Mas não importava o quanto eu pensava nisso, as perguntas martelavam em minha cabeça. O tempo passava e cada vezes mais percebi que não tinha resposta para essa perguntas, e isso ferrou com minha cabeça.

Mas dando um spoiler do meu próprio texto, hoje só tenho uma das respostas. Mas consegui pensar algumas coisas sobre isso.

Para começar pensando no por que design. As definições que mais gosto de design é que design é interface, isso é design é o que media o homem é suas extensões. E pra ser sincera acho que ser designer é uma coisa que eu queria fazer desde criança. Não que eu respondia para pessoas que queria ser designer, mas eu queria ser inventor. do estilo do laboratório de dexter, e indiretamente essa profissão, como designer pode mediar essa comunicação entre homem e extensão ( embora não necessariamente faça isso). Mas todo designer tem sobrenome, e o meu é animação. Design da animação, design em movimento, Motion Design ou qualquer outro, chame como preferir. E esse sobrenome me gera outra conflito, ao fazer uma animação sou artista ou sou designer ?

Mas felizmente essa foi mais fácil de responder que a anterior. Reza a lenda que o Design cria com um objetivo claro, e a arte é subjetiva, o artista cria para si, o design cria para os outros. E nesse caso, decidir ser um poucos dos dois. Pois nada me impedir de ser tirando minha própria mente querendo dizer que tenho que me encaixar em um grupo.

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