get something off one’s chest

Se eu fosse escrever uma carta para o meu eu de 10 anos, começaria dizendo para ele se preparar, porque a vida vai cobrar e quando ela bater na porta, porque chegou essa hora, é melhor ter uma cabeça.

De todos os arrependimentos que tive até hoje na vida, só um realmente me machuca, me arrependo de ter me tornado, um ser passivo, que acabou aceitando tudo que a vida foi jogando, tudo que as pessoas foram dizendo e todos os sentimentos reprimidos e de verdade, estou cansado de ser esse cara.

Por muito tempo, me senti algo ruim, quebrado, achava que não merecia nada de bom, que não era capaz de nada, nem pessoas boas por perto de mim, aliás as pessoas que mais amei na vida já partiram. Achava que eu não merecia me sentir amado ou amar alguém. Sabe o que é sentir isso? É destrutivo. E as vezes compreensão não é coisa fácil de se obter quando se está assim, empatia é um sentimento difícil de ser sentido.

Gostar de alguém ou errar de vez em quando, não devia ser similar ao sentimento de culpa, pois é, eu aprendi que era, e parecia que quanto mais que crescia mais reforços eram jogados sobre meu corpo de que a forma como sentia era a correta, mas me enganei.

As pessoas, dizem que eu sou “alegre”, “animado” e “divertido”, se uma pessoa que é todas essas coisas pode se sentir assim e luta contra esses sentimentos, imaginem as pessoas que não são, sério imaginem!

Eu realmente me perdi do caminho que eu achava que queria seguir para poder enxergar o que estava acontecendo comigo, foi preciso. Hoje, com toda a minha mente sendo desconstruída e construída a todo momento, to tentando pavimentar uma nova estrada e dessa vez, sei que preciso fazer isso por mim, sem medo.

Se você se sentir assim, não precisa ter vergonha ou medo, o negócio é que você precisa enfrentar e estar disposto a isso, as vezes pode ser mais fácil falar, só que, você não precisa fazer isso sozinho.

Escolhi escrever esse texto, porque é a única forma que eu consigo colocar as coisas para fora e eu precisava disso.