Das intolerâncias

E assim caminha esta nação
Com os governantes rasgando a constituição
O pobre hoje sofre a vingança
Da elite racista, fascista que destrói a bonança

A favela ainda perde um querido
Preto, pobre, favelado que morava no abrigo
No abrigo esse da dona Conceição
Uma senhora pobre, de cor, que perdeu o filho numa operação

Operação essa que diz que traz paz
Nessa luta onde o povo morre junto como marginais
Esse povo coitado e sem história
Que se não contadas no verso do poema, não ficam na memória

Memória essa que preferem esquecer
Do que ver o pobre, preto da favela, ascender 
Ascenção essa que incomoda
O capitalista que fica em choque ao vê-lo entrando pela porta

Aclimação, Pompeia, Pinheiros
Na TV, o papel do pobre é ser lixeiro
Não desmerecendo tal profissão
Tão digna quanto qualquer outra desse Brasilzão

Paraíso, Bela Vista, Jardim Paulista e Moema
Para o mundo lembrar do Pobre
Só se for mesmo
Nos versos de um poema.

RF

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