Preciso de mim pra me reconstruir

Dotado de viçosos cabelos negros e uma pele convidativa, tinha certa estranheza no olhar. Acanhado e de poucas palavras. Observador e detalhista. Pouco convidativo. Aparenta timidez e apatia. Levantou-se da mesa com certa agilidade. Olhou para a porta e instantaneamente a abriu fazendo um pequeno ruído. Estava desconfortável, inquieto e confuso. Só desejava sair daquele lugar. Queria correr entre as árvores na floresta. Queria encontrar um abrigo que não fosse ele mesmo. Estava cansado. Desceu as escadas daquele imenso casarão, desnorteado, parou no meio do quintal. Olhou para o céu. Desejou estar entre as estrelas, fez um esforço para que o seu braço alcançasse alguma delas, mas seus pés não ajudavam. Estavam muito longe. Seus olhos ardiam de raiva. Ele só precisava que alguém o escute e entenda. Uma brisa fria ameaçou um forte temporal que viria em poucos minutos. Ele não se importou. Ele era forte o bastante para não se importar. Teu nome era Gustavo

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