Aprisionamento mental e o conceito de finitude.

Já esteve ou está aficionado por uma determinada situação ou por alguma pessoa? Provavelmente todos já estivemos. Já parou pra analisar o quanto sua emoção oscila entre felicidade momentânea e tristeza que derruba? Esteja conectado com essa oscilação e experimente como é estar sem nenhuma energia no final do dia.

Já vivi muitas dessas ocasiões. Estar tão aprisionado mentalmente por uma determinada situação ou pessoa que simplesmente não conseguia mais enxergar nada e não conseguia aceitar que o resultado não fosse o que eu queria ou esperava. Me recordo uma vez em que estava tão aficionado pela questão de um aumento salarial em uma empresa que trabalhava, muito pelo fato de que tinham me feito uma promessa que esse aumento aconteceria e minha expectativa era cada vez maior e o aumento acabou que nunca veio.

Entre o período de ter recebido a promessa e o de não ter recebido o aumento, meus dias simplesmente eram um caos. Completamente conectado com as minhas emoções, minha energia oscilava entre altíssima e extremamente baixa. Não tinha foco e nem conseguia me concentrar em nada.

Outra vez, foi uma situação em um relacionamento que tive. Término do relacionamento, emoções completamente à flor da pele. Ainda era completamente conectado ao sentimento que tinha construído e alimentado e não aceitava que aquilo tudo poderia ter simplesmente terminado. A associação que eu tinha com meus pensamentos e minhas emoções me fizeram ficar cego às coisas que estavam em minha volta. Novamente o aprisionamento mental em que eu estava fazia minha energia oscilar de acordo com minhas emoções. Novamente sem foco e sem concentração.

Hoje, depois de algum tempo consigo olhar para a situação e ver como é importante praticarmos o olhar dissociado aos nossos pensamentos. Você não é o que você pensa. Saiba sempre se observar e não morder a isca que é um pensamento que você sabe que vai criar uma história negativa. Temos essa opção! Ter consciência disso nos traz muita maturidade emocional e principalmente nos devolve o controle da nossa vida novamente.

Mas Felipe, o que tem a ver esse lance de finitude?
Explico.

Depois de perder meu pai, que na época tinha 50 anos, uma reflexão muito grande me fez ter consciência do quanto nossa vida terrena é finita. Tem prazo e esse prazo acaba. Falar sobre a finitude não é falar sobre a tristeza da perda ou do medo da morte. Não! É para falar da importância que temos que dar ao que e a quem dedicamos nosso tempo e principalmente nossa energia, bens preciosos que temos e que são escassos.

Conheci pessoas que passaram a vida presas à situações e pessoas e que nunca conseguiram atingir e explorar seu máximo potencial. Já dizia o filósofo Espinoza: “somos seres em potência”. Uma semente de árvore não é uma semente, é uma árvore em potencial. Essa é a ideia.

No entanto, muitas pessoas não conseguem explorar esse potencial pois, por medo ou insegurança, ficam presas mentalmente à situações ou pessoas ainda na espera do retorno e por ali ficam.

Tome consciência de que você tem uma vida finita e deixe que esse saber o guie e o ajude a decidir como viver. Já parou para refletir sobre isso?

Na minha visão o objetivo principal da vida é evoluir. A evolução, o atingir sempre um passo a mais de desenvolvimento traz consigo a felicidade, a alegria, o prazer, a alta energia, enfim, todos os sentimentos e emoções positivas.

Provocação: quanto tempo mais você vai ficar aprisionado(a) àquela situação ou pessoa que conscientemente você sabe que não contribui nada para que você alcance um outro nível, tenha outros olhares, outras visões e percepções e descubra mundos completamente diferentes?

A quem quiser me escrever para compartilhar experiências ou dar feedback: felipedulinski@gmail.com