Concluo e não excluo — Parte 2 ou 0

Anos… anos e anos escrevendo nada, tentando falar tudo e fazendo pausas gigantes no emaranhado de ideias, sentimentos, ilusões e sobriedade.

Tantos anos que essa teia foi criando mais teias, muitas vezes vomitadas ali, acolá, mas alimentadas por um batalhão de experiências que até então existiam, mas que eram atropeladas por mais outros batalhões recentes e que agora estão aos poucos sendo desconstruídas, entendidas, criticadas, expressadas e, por assim dizer, vividas.

Dai que penso que não posso parar de escrever. Vejo algumas coisas do blog antigo, lá de 2009, algumas fazem sentidos, outras não muito, mas consigo reviver, reaprender o que aprendi com aquilo e me reciclar. Não posso parar…

Já foram versos, prosas, versos e prosas dançando -ou brigando-, e toda essa mistura pode ser recriada hoje, umas pitadas de chatice “adulta”, outras de política, muitas de feminismo, algumas de atitudes, tantas de observações e, como diria Pessoa, muito desassosego.

Permita-me, eu concluo, mas nunca, nunca excluo.

Foto por: Lts Sa