Como já dizia Nelson Rodrigues, o Flamengo é uma força da natureza e sua camisa é quase uma bastilha inexpugnável. Mas a sua maior força vem de sua torcida. Enquanto os outros clubes tem a torcida como décimo segundo jogador, no Flamengo é diferente. No FLA, a torcida é o craque do time. A nós cabe o papel principal e o time é coadjuvante. O que para os adversários é achincalhe, para nós é orgulho. Gritamos a plenos pulmões que somos a torcida do Urubu e que nossa festa é na favela. Nossa torcida é inclusiva. Em nossas arquibancadas juntamos o pobre e o rico, o pedreiro e o banqueiro, o preto e o branco, o marginal e o general. "Somos todos menos alguns" Mas não podemos nunca esquecer de nossa missão que é torcer, é empurrar o time. Fazemos a diferença pela nossa vibração e energia. Por isso fomos apelidados de "Magnética" pelo grande rubro-negro Jorge Benjor. Tivemos um bom exemplo de como uma torcida não deve se comportar no sábado. Vimos o bacalhau desesperado dar piti e provavelmente será severamente punido. Outro rubro-negro já disse: "Malandro é malandro e mané é mané" e ninguém pode ser mais malandro que nós. A verdadeira malandragem é seguirmos fazendo a festa nos estádios pacificamente, vestidos de rubro-negro impulsionando o time com a potência de nossas gargantas. Estamos disputando três campeonatos com chance nos três. Haverá dificuldades e percalços mas pra nós nunca foi fácil. Quem quer moleza torce pro Bayern de Munique na Alemanha. Vamos continuar nossa cruzada sempre levando paz, festa, vibração e amor ao Flamengo acima de tudo. Que São Judas Tadeu nos abençoe.

Por Jeferson Tonasso

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