Existem coisas que acontecem e a gente não entende… E cada segundo pensando só torna tudo mais confuso.

Ontem um primo do meu pai foi embora desse plano, ele morava no Nordeste há muitos anos e eu nem cheguei a conhecê-lo, então meu pai e minha avó não o viam há mais de 22 anos.

E mesmo assim eu nunca tinha visto a minha avó tão abalada. “Foi como perder um filho”, disse ela.

Essa frase me inspirou a escrever esse texto, mas não me fez concluir nada até agora. A gente passa a vida amando e desamando pessoas, tratando tudo de forma passageira e não dando importância à nada. A impressão que eu tenho é a de que hoje nós sentimos uma necessidade gigantesca de não sentir.

As pessoas viraram descartáveis, os sentimentos são enterrados e pisoteados, as emoções são completamente ignoradas e nós nos transformamos em meros robôs pisoteando essa terra que nem fomos nós quem descobrimos. Nós jogamos fora todo o sacrifício, todo o carinho e todo o sentimento que foi colocado por antepassados nos lugares onde estamos, e fingimos que sentir é feio.

Mas todo mundo chora sozinho no travesseiro.

A gente quer parecer imbatível, como se fraquejar fosse um defeito. Quem foi que inventou que sentir é errado?

Tem coisa que a gente não entende, e é melhor nem entender. Vai que essa mania de ignorar o coração pega, né?

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