O demônio da garrafa

Senti uma fisgada na lateral da cabeça. Diante daquele calor, o otimismo dizia-me que era suor. Já meu pessimismo dizia que era algo mais colorido. Pus a mão em tira-teima e, logo em seguida, coloquei-a em frente aos meus olhos. Era sangue. A partir daí, tudo escureceu. Um demônio se apossou e eu destruí tudo. Acordei com o pé no pescoço de quem me atirou uma garrafa na cabeça. Estranhamente, tinha uma pistola que não era minha em mãos. Pressionei mais o pescoço do sujeito com a bota. Em centésimos, a dúvida capital. Decidi. Pintei o chão com seus miolos.