Letter of Intent

Aos prezados avaliadores da Cia de Talentos e ATS Globe.

Curiosidade e questionamentos foram os atributos mais presentes na minha infância, como acontece na da maioria das crianças. Entender como o mundo funciona, como a vida existe e para onde vamos são questões que sempre fizeram parte das minhas indagações. Neste contexto de descoberta, presenciei minha primeira experiência de perda. Uma pessoa querida já não estava mais ali para partilhar dos meus dias e do meu desenvolvimento.

Assim, surgiu uma nova questão: o que eu poderia fazer para as pessoas que amo viverem mais e melhor? A inquietação para responder essa pergunta me acompanha até hoje e é a principal influência em todas as minhas escolhas desde essa vivência.

Quase que imediatamente, eu tracei um primeiro plano, exercer uma profissão na área da saúde. Assim, eu poderia trabalhar para encontrar medicamentos que minimizassem as dores das pessoas, ou, até mesmo, produtos que as fizessem sentirem-se melhores e mais bonitas. Esta estratégia se concretizou mais e mais a cada dia, durante toda a minha infância e adolescência. Por conseguinte, começava a se destacar em mim a essência da minha personalidade: determinação. Ainda é assim que as pessoas próximas me veem, determinada e inconformada, com toda a força de vontade necessária para alcançar os meus objetivos. Nesse momento, minha vida já estava traçada. Eu tinha motivação, um propósito e um meio de alcança-lo.

O vestibular chegou, e, com ele, meu primeiro grande motivo de orgulho. Fui aprovada em Farmácia Bioquímica na USP. Por estar determinada a trabalhar diretamente com ciência, logo no início procurei fazer uma iniciação científica. Comecei a trabalhar com novas possibilidades de tratamento para Alzheimer e Parkinson e, em seguida, com possíveis futuros fitoterápicos. Esforcei-me, dediquei-me, mudei de laboratório, mudei minha grade horária, fiz todas as adaptações que estavam ao meu alcance, mas não me senti realizada. Percebi que a rotina em um laboratório de pesquisa na universidade não me contentava.

Manifestou-se meu grande conflito durante a faculdade. O que eu poderia fazer se o que eu tinha sonhado até agora não era o que me satisfazia? Passei a realizar o maior número de atividades extracurriculares possível e dedicar-me aos meus hobbies favoritos, como esportes, especialmente natação, livros de história e gastronomia, na tentativa de encontrar algo que restaurasse a minha motivação. Nesta circunstância, decidi entrar na Empresa Júnior. Finalmente entendi que eu poderia, sim, impactar positivamente na sociedade sem seguir com a vida acadêmica. Fui eleita diretora de projetos, o que me permitiu liderar e gerenciar projetos para empresas que tinham o mesmo objetivo que eu, de melhorar a qualidade de vida das pessoas. A principal lição que levo desta sequência de eventos é a necessidade de estar sempre aberta e disposta a agarrar as oportunidades que a vida oferece. Se eu tivesse iniciado minha graduação com essa mentalidade, poderia ter me tornado empresária júnior antes, e experimentado outras atividades dentro da área que atendia as minhas expectativas.

Continuando a minha jornada, eu tinha, mais uma vez, tudo o que precisava para alcançar o meu objetivo. Estava novamente motivada e havia descoberto outro caminho com o mesmo destino, pois sabia que a chance de me realizar trabalhando em uma empresa era grande. Só restava entender em qual empresa o meu perfil se encaixava.

Neste cenário, tive uma palestra com funcionários da Johnson & Johnson na faculdade. E então, tive a certeza de que este era o local que eu deveria construir a minha carreira. Foi surpreendente perceber que eu estava tão alinhada com o Credo e que o foco no paciente era algo que pertencia não só a mim, mas a uma empresa inteira. Encontrava-me motivada e com um novo objetivo.

Ocorreu meu segundo grande motivo de orgulho: entrei na J&J como estagiária de assuntos regulatórios da Consumer. Logo no início, senti uma inquietação, uma vontade de fazer mais. Queria ser protagonista nas minhas atividades. Após alguns meses de experiência, decidi alinhar essa ambição com as minhas gestoras. Assim, aconteceu a minha primeira conquista durante o programa de estágio: ofereceram-me a oportunidade de ser responsável por toda a franquia de Beauty, que engloba os produtos de beleza facial e protetores solares, já que a analista sênior que era responsável havia se movimentado na empresa. Foi o período de maiores desafios e aprendizados durante o programa, pois precisei desenvolver-me em parceria com uma equipe multiprofissional para possibilitar o sucesso em dezenas de projetos. Tive como lição que este alinhamento com os gestores deve ser feito o quanto antes, já que todos aqui se preocupam com o seu desenvolvimento.

Com essa recente experiência, tenho ainda mais certeza de que quero continuar nesta empresa, mas com desafios maiores e mais responsabilidades. Eu já tenho a motivação, e venho batalhando pela conquista de um novo objetivo: tornar-me trainee Johnson & Johnson.

Eu sei que posso fazer mais, mas quero fazer mais em um local alinhado com o meu propósito de vida. Quero ver o impacto positivo na sociedade. Quero ser lembrada como alguém que faz a diferença, que dá o seu melhor em todas as atividades e que não mede esforços para que algo se realize. Que consegue criar sua própria motivação para alcançar os seus sonhos. Quero ser lembrada como a pessoa que, com o seu trabalho, consegue fazer com que mais pessoas tenham acesso a mais produtos de alta qualidade, como os da nossa companhia. E eu sei que ser trainee na Johnson & Johnson é o que eu preciso para isso ser realidade.

Sinceros agradecimentos pela oportunidade de contar um pouco da minha história.

Atenciosamente,

Ana Flávia Bertogna Silva.