Casinha amarela

Tiravam os galhos do caminho e iam explorando a mata, em uma trilha quase que inexistente — pouquíssimas pessoas tinham passado por lá.

- Consegue ver?

Ainda estavam longe demais, mas atrás de muitas plantas e sob um raio lindo de sol, a casinha amarela já se mostrava aos dois aventureiros.

- Eu imaginava completamente diferente. Não tem portas e janelas?

Aquela talvez fosse uma das únicas no mundo. Sem portas e sem janelas, tudo que acontecia por lá virava… Segredo.

- Como faremos para entrar?

Chegavam cada vez mais perto e ele, curioso, ia fechando um pouco os olhos em um esforço para conseguir enxergar os detalhes da casinha.

Bem lá no alto, a única maneira de subir e ter acesso a ela era por uma escada interminável feita de cordas e presa ao galho da árvore. Estavam sozinhos na mata e sabiam que subir ali representava um risco imenso.

- Você ainda não me respondeu, como faremos para entrar na casinha?
- E você ainda não me respondeu se topa subir!

Ela já tinha subido mais ou menos um metro e olhava para baixo desafiando-o a fazer o mesmo!

Com as mãos machucadas pela corda e um medo gigante da queda, os dois alcançavam o galho mais alto da árvore. A vista lá de cima era incrível e, nem nos sonhos mais loucos, se viram em um lugar como aquele.

- Cadê a casinha amarela?

Sem portas e sem janelas, um lugar para realizar todos os desejos… Em que tudo vira segredo.

- Você já está nela. Chama-se imaginação!
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