Com certeza podemos enveredar por esse caminho.
Eu parei de tentar me compreender e compreender as outras pessoas com base numa questão conceitual de normalidade. Olhando bem de perto, ninguém é normal. Ou melhor, normal não existe pois é um conceito de estatística, mas isso é um longo papo que foge ao ponto que estamos tratando.
Não somos um quebra cabeça que precisa ser montado de forma certa segundo as regras do “brinquedo’. Estamos em construção, demolição é reconstrução durante todo o tempo. Eu não entendia isso e passei a entender num longo processo em que continuo aprendendo a cada momento.
O último momento “Ah! Rá!”, foi na Oficina Descondicionamento do Olhar com Claudio Feijó (link de uma entrevista, no final). A oficina, em certo nível, funcionou como uma nova porta para um caminho de terapia que resolvi trilhar (faço terapia com regularidade, nada contínuo, desde quando tratei da depressão, faz tempo).
Independente de momentos “Ah! Rá!”, que são marcos com grandes pensamentos. Tenho vivido diariamente com pequenas descobertas e pensamentos que são anotados e revisados periodicamente. Alguns acabem virando textos aqui,outros ficam para serem conversados com amigos próximos e outros são levados para conversa na terapia quando for o momento de eu querer abordar aquilo.
Devo ter inúmeros rótulos, criados por mim mesmo e por outros, alguns eu aceito e vico como se fossem reais, outros descarto. Entendo que alguns rótulos são úteis para que outros consigam nos aceitar, eu tento aceitar sem rotular (mas, as vezes, é complicado e um rótulo ajuda bastante).
Acho que já me alonguei demais. Está quase virando outro texto. Alguns pedaços devem se tornar outros textos.