Eu não notei as aspas :D
Se tivesse notado, nem teria comentado essa questão.
Sobre essa questão da ideia central de “todos poderem, mas nem todos irão”, eu tenho dois pontos a comentar:
- Todos podem empreender;
- Nem todos desejam empreender exatamente no contexto atual do que seja empreender.
Eu, com certeza, não desejo montar um negócio próprio com algo de relevante que alguém possa estar interessado em obter (o sentido mais comum sobre empreender, que vejo em vigor atualmente).
Isso me coloca em cheio no meu item dois (acima). Mas, o fato de eu não querer, não diz nada sobre eu poder ou não. Não desejar (não tenho que desejar isso) me coloca na posição de não poder experimentar (colocar a prova, testar comigo mesmo) a tese de “todos podem”.
E, não querer empreender não quer dizer que eu não tenha iniciativa e motivação de estudar, pesquisar e construir “coisas” — inclusive “coisas” relevantes para outros, coisa que eu posso montar, “empacotar” e vender.
Existe uma tendência a se pensar que “quem não é empreendedor é um nada”.
Isso, junto com a restrição “dogmática” (quase religião) da definição de que empreendedor é somente quem monta um negócio (creio que isso vem muito da cultura estadunidense do que seja empreender), faz com que bons profissionais, que não querem ter uma empresa eles mesmos e são necessários para todo empreendedor poder produzir oq eu faz, sejam constantemente desvalorizados e passem a se sentir não realizados.
Existe um cultura de que se a pessoa não é “empreendedor” (dentro dessa ótica de empresário), essa pessoa e um frustrado que não realiza nada.
Isso é um grande problema dentro da nossa sociedade.
Ressalto que, essa é minha opinião.
Grande abraço.