Por que as crianças trans na verdade desmascaram o argumento de “nasci assim”
Mariana Amaral
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Gostei do seu texto. Porém, tenho algumas ponderações, não são conclusões, são pensamentos que me passam.

Provavelmente (eu penso assim) a questão de disforia de gênero começou a ter atenção quando se começou a “impor” diferenciação de gênero (diferenciação de papeis sociais entre meninos e meninas) nas crianças.

Quando criança é vista como criança sem diferenciação exacerbada creio que a questão de se ver como diferente e não adequado ao que é esperado seja postergada.

Lembro de uma amiga, que tem ancestrais em povos originais da América, falar: curumim é curumim, não é menino ou menina é, simplesmente criança (não adulto).

Recentemente, li uma matéria da descoberta de um túmulo de guerreira (provavelmente uma líder guerreira) viking. É comum os relatos tradicionais da existência de guerreiras, mas ainda não havia algo comprovando isso como agora.

Creio que, numa sociedade onde não haja tanta exacerbação na diferenciação de papéis, tenhamos menos “problemas” de não identificação.

Ontem li um relato (dentro de um ótimo texto) sobre se sentir não mulher e querer fazer transição, mas depois notar que não era isso. Arrisco dizer que esse sentimento de inadequação não seria tão sentido se não houvesse a imposição de papéis.

Só um pensamento.

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