O que faço para esquecer
Fran
92

Interessante.

Parece comigo. Só que eu nunca descobri meios de desligar os gatilhos.

Costumo chamar minha memória de emaranhado e tem diversos fios soltos com pontas que podem ser puxadas algumas eu consigo puxar de forma consciente outras vem ao acaso numa conversa, situação parecida, foto revista, local visitado, um monte de fios soltos que podem ser puxados.

Fios puxados trazem a memória e toda a carga emocional do momento é como que revivida. Se foi uma situação estressante, vem os sintomas do estresse. Se foi algo com medo ou tristeza a mesma coisa. Algo feliz que dei risada, lá estou eu rindo aparentemente sem motivos.

Tenho a capacidade de voltar um assunto de uma aula ou reunião de trabalho com riqueza de detalhes lembrando até onde colegas estavam sentados.

Essa forma de me lembrar, principalmente de situações que foram tristes, era problemática.

Mas, faz alguns anos, depois de minha “cura” de um grande episódio depressivo, eu comecei a aprender a curtir essa rememoração. Passei a aproveitar para reavaliar os sentimentos como uma auto terapia. Muitas vezes pego esses momentos e anoto as situações (lembretes para os fios soltos) e levo para a terapia. Tem sido muito útil para meu autoconhecimento.

Acho que essa visão de oportunidade de uso dessa forma de relembrar tem vindo com a maturidade.

Gostei muito do seu texto. Obrigado por escrever e me dar a oportunidade de colocar o que eu faco com minhas memória.

Abração.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.