Exercício

O treinamento tem que ser constante

Escrever pra mim sempre foi uma atividade com diferentes finalidades, seja por dom, por prazer, por obrigação ou por profissão. Desde que me tornei "consciente" das minhas próprias ideias, colocá-las num pedaço de papel ou numa tela de computador acabava sendo algo natural, fluía facilmente. Até por isso, ainda no ensino médio, já fui orientado a procurar estudar e me especializar em algo nesse sentido. Acabei optando pelo jornalismo (pobre de mim).

No entanto, como muitas vezes acontece com diversas pessoas (mais até do que você imagina, acredite), até mesmo as atividades que julgamos ser as mais fáceis de serem realizadas por nós são colocadas de lado. Nesse fluxo infernal de informações que vivemos atualmente, se desvincular daquilo que você acredita ser o seu destino ou sua razão de ser pode ser tão fácil quanto esquecer onde colocou o celular ou somar dois mais dois. E me vi, nestes últimos anos, fazendo exatamente isso que acabei de te explicar.

Comecei a escrever e me tornei jornalista por causa de uma razão em especial: contar histórias. Elas sempre me fascinaram desde criança, sempre gostei de ler e, naturalmente, surgiu a vontade de colocar no papel algo que você mesmo tinha na imaginação. Não existe coisa mais legal do que se dar conta que algo que surgiu dentro de você possa existir em uma dimensão exterior à sua mente. Numa folha de papel. Numa tela do computador. Numa página de jornal. Numa tela de cinema.

E é isso que estou voltando a fazer por aqui. Entre redações, vestibulares, trabalhos para a universidade, matérias para jornais, monografias, relatórios, e-mails e textões de Facebook, percebi que preciso voltar às origens pra continuar no infinito processo do autoconhecimento. Escrever é um exercício que tem ser feito constantemente, em qualquer padrão estético, do jeito que você precisar naquele momento. Este sou eu voltando a dar voz a mim mesmo novamente.

Se estou aqui, foi porque finalmente ganhei a coragem que precisava para perder o medo do desconhecido. Das reações, das críticas, das observações, dos julgamentos. Foi porque finalmente ganhei o fôlego que precisava pra alongar e exercitar músculos que precisam urgente de movimento. Em especial, agradecer à talentosíssima Luísa Dalé, a quem tenho o orgulho de poder chamar de amiga e que, nos últimos dias, me fez encorpar esse desejo de sair da minha zona de conforto.

É isso. Não se esqueça: antes de qualquer exercício, importante se alongar antes de começar, não se esquecer de se hidratar e prestar atenção na respiração. Pronto? Pronta? Aí vamos nós.