O que são Algorítmos? Entendendo seu significado e aplicação nas atividades do negócio e na vida das pessoas

O termo algoritmo começa a povoar o imaginário popular, a partir da menção de seu uso em diversas situações no cotidiano da sociedade, como na recente escolha por sorteio eletrônico do novo relator dos processos da Lava Jato.

O tema também foi abordado pelo jornalista Ruy Castro em sua coluna de 11/02 da Folha de São Paulo: após recorrer ao Dicionário Aurélio, postulou que um algoritmo nada mais é do que um conjunto de regras e operações definidas, destinadas à solução de um problema específico.

Então, pensar em algoritmos não é nada do outro mundo: significa, para uma dada situação, equacionar o problema objeto de gestão e estabelecer regras para ajudar a solucioná-lo. O que antes de tudo é uma ação humana, não computacional.

O Netflix usa algoritmos para entender o comportamento dos seus usuários (acessou que tipos de filmes? quais ele viu por completo?), e para estabelecer recomendações individualizadas e tomar decisões estratégicas quanto à oferta de produtos e serviços.

Algoritmos baseados em processamento de linguagem natural auxiliam profissionais do direito e outros gestores a descobrir conhecimento contido em leis, normas, interpretações jurisprudenciais e instrumentos regulatórios associados a domínios específicos.

A medicina constituiu um dos primeiros campos de uso dos algoritmos baseados em sistemas especialistas, ainda nos anos 1970, e desde então os diagnósticos baseados em aplicações da inteligência artificial preponderam em vários domínios do conhecimento médico especializado.

Estas são três das multiplas dimensões e possibilidades de uso da tecnologia computacional baseada na inteligência artificial e nos algoritmos, para a radical transformação em processos de gestão e em atividades específicas, como abordamos em publicação precedente sobre os profissionais do futuro.

Mas a efetividade no uso destas tecnologias deve ser cercada de alguns cuidados e não dispensa a especialização e a experiência detidas pelo ser humano:

> segundo Eli Pariser o uso dos algoritmos de recomendação, como exemplificado acima no caso da Netflix, poderia limitar a exposição do cliente a novos assuntos que eventualmente seriam de seu interêsse. A sua efetividade, então, deveria estar baseada em métricas de avaliação específicas, que dependeriam do aporte de conhecimento dos especialistas do domínio do negócio objeto de gestão;
> na busca em textos com o apoio do processamento de linguagem natural é fundamental a participação do especialista no domínio de conhecimento específico, pois o ganho no uso da tecnologia será dependente da formulação das questões corretas para o equacionamento e a solução dos problemas específicos.

Concluindo, a partir das considerações anteriores, algoritmos são regras e operações traduzidas em programas computacionais desenvolvidos por seres humanos: a eficácia de sua construção depende do aporte do conhecimento dos especialistas no campo de sua aplicação.

A efetividade do seu uso, não importando o seu grau de acurácia, depende de interpretações e conclusões associadas à cognição, que sempre será um atributo do ser humano: em conformidade com o que é postulado por renomados especialistas no domínio da inteligência artificial, como Jerry Kaplan, máquinas não tem cérebro (intelecto) e são claras as evidências de que jamais terão.

Quer conversar a respeito do tema? Entre em contato por e-mail: newtonfleury@gmail.com, ou por telefone: 55 (21) 98112–6660