Andróides paranóides

Molduras provençais vazias valem mais. Porcos comendo filé mignon aplaudem os espelhos pretos em coro enquanto lágrimas de tinta escorrem pelos poros das paredes. Artistas caem dos viadutos todos os dias, mas ninguém vê. O essencial é invisível aos olhos.

Perdi pincéis no sótão por desânimo. Entendo agora o porquê dos edifícios rasurados. Alguns muros são telas maciças de sonhos que foram roubados.

A cada escombro uma dose de vida. A cada firma um termo de indústria cultural melado de Dry Martini. Tijolo por tijolo, construíram ninhos sem pássaros, quadros em branco, pessoas sem oportunidade.

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