Gongolo

Eu não precisava lhes contar que vi um gongolo descendo a ladeira.

Nem que em dois mil e dezessete poesia é coisa obsoleta.

Podia guardar silêncio e não lhes acusar de serem sem inspiração.

Mas para trava nos olhos e julgamento pronto espero haver perdão.

Devia esconder o medo usado e a vontade de inventar bocados.

Mas sofro de me aprazer no velho e de ler vossos poemas néscios.

Eu que ao lado da ladeira invento de subir a escada,

Em pressa larga,

Vejo o gongolo em ângulo perfeito,

Vacilo nas horas e não aceito.

Canso-me de escorregar no erro

Mesmo azeitando o eixo do acerto.

.

Deus seja louvado!

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