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Aug 24, 2017 · 1 min read

amor. será que começa com aquele clichê? procurar no dicionário a palavra, buscar a hermenêutica do substantivo. não. não é isso. lá como dizia o tal teórico que tenho que ler para o mestrado, o sentido não é lá essas coisas. as tais “coisas do mundo” — assim, entre aspas mesmo — não são mais valorosas ou volúveis quando da situação de presença (acho que não era isso). mas é isso. é o presente. o estar, agora, nessa medida infinitesimal que decola mais que a velocidade da luz. mas e se o tempo e o espaço não existem, onde estamos? nos encontramos? somos?

na última vez pensei sobre nós. eu, tu. e nós. acreditar nessas coincidências frutíferas do universo me fazem nutrir um sorriso no rosto pela sinastria astral que permitiu esse encontro. ou reencontro. de maneira literal ainda, já que nos encontramos lá, no início de tudo. literalmente, de novo. e aqui nos fazemos a pergunta de novo. somos? que? quem? resultado de que equação matemática, física, química, biológica ou mental? o que eu penso é meu? da onde saiu? é somado a qual? e nossos atos, atitudes, drama, tragédia… teatro? ou realidade? ficção?

é. o amor. aquele, lá do início. nem apareceu no final porque já pensei em outras tantas coisas que fazem as veias fervilharem. mas tu apareceu aí no meio, nessas linhas tortas. desses que fazem de uma aquariana com ascendente em gêmeos fervilhar.

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vigilante do planeta, define a semeadura perfeita: que queres nesta existência?