54 capas da Playboy

Kleber Bambam! Quem lembra dele?

Apareceu de novo. E foi logo dando o papo.

Pode ser caô brabo. Mas tá na internet e na página principal do EGO,vira verdade.

Disse em alto e bom som pra todo site de fofoca ouvir.

“Já peguei 54 capas da Playboy”.

Cinquenta e quatro. É muito exato pra ser mentira.

Papo de mentiroso seria “mais de 50”.

Prefiro acreditar. Deixa a história melhor.

A lamentar só o jornalismo que procura essas declarações.

54!

CINQUENTA E QUATRO

Achei muito.

Vira meu herói se mandar na lata o nome de todas. E ter as revistas em casa, na coleção particular.

Acho que nunca tive 54 revistas da Playboy em casa.

Também não comprova muitas.

Apenas quando me apaixonava.

Sdds Tiazinha. Meu primeiro amor S2.

Mas deixa eu aqui também tirar uma onda.

Já peguei uma Capa da Playboy.

( Na verdade, era Sexy)

Vamos deixar claro que já faz um certo tempo.

Tava livre, leve e solto.

Fui na Travessa. Ver um livro. Deixar bem claro que eu queria UM LIVRO.

Na livraria. Foi onde nos conhecemos.

Ela tava praticamente pelada. Achei muito estranho ela estar por ali justamente na Travessa. Daquele jeito. Fiquei olhando por um tempo. Demorei pra entender. Depois fui procurar meu livro.

Não achei. Achei foi uma morena, de vestido preto, colado no corpo e com um salto alto gigantesco. Ela parecia familiar. Na minha memória parecia que tinha a visto recentemente.

Foi ai que lembrei. Há poucos instantes ela tava peladona ali mesmo na loja. Foi quando tudo fez sentido.

Ela de vestido, ao lado do banner. No banner, peladona. Ou quase. Impossível acreditar que atrás do sombreiro tenha um biquíni.

Geralmente a gente conhece a mulher vestida e dependendo do que possa acontecer consigue ver ela pelada. Muito estranho conhecer primeiro ela pelada pra depois ver vestida.

Já tava no caminho de casa, mas resolvi mudar a direção. Não podia perder a oportunidade de conseguir alguma coisa ali.

Uma revista autografada.

Grandes nomes da literatura já foram na Travessa para uma noite de autógrafos.

Carol Nakamura, que na época nem sabia quem era, foi a minha primeira obra autografada.

54 é muita coisa.

Eu tô feliz de ter pego só uma capa.

Flu