Com surto no leste de Minas, aumenta a procura pela vacina contra a febre amarela

A Unidade Básica de Saúde de Areado; segundo Secretaria da Saúde, procura pela dose da vacina da febre amarela aumentou na cidade (foto: Nuno Moreira/Folha VIP)

Segundo a pasta, demanda aumentou na cidade depois do surto no leste do estado; governador decretou estado de emergência hoje

Nuno Moreira

Com o recente surto de febre amarela no leste de Minas Gerais, já tem muita gente preocupada com a expansão da doença, que pode causar a morte — o governador Fenando Pimental decretou estado de emergência de saúde pública, hoje, por 180 dias.

Segundo a secretária da Saúde da cidade, Fabiana Pontes Viveros, a procura pela vacina aumentou nos postos depois das notícias da volta da doença, erradicada na área urbana desde 1942.

Para evitar desperdícios de doses, a pasta também restringiu a vacinação para três dias da semana — segundas, quartas e sextas-feiras. “Se abrirmos um frasco e usar uma dose só, jogamos quatro no lixo. Restringindo a vacinação por dia, imunizamos várias pessoas de uma vez só”, explicou a secretária.

A medida foi tomada porque o estado não aumentou a quantidade das doses enviadas para a cidade — a vacinação está sendo intensificada nas áreas de risco, onde já foram enviadas 350 mil doses.

Qualquer pessoa pode tomar a vacina. A imunização é por dez anos.

Fabiana também disse que, por enquanto, não há nenhuma orientação do estado sobre o risco da febre avançar para outras regiões.

Há 48 registros em investigação, com 14 mortes. Destes, 16 já tiveram resultados positivos para a doença em exames iniciais e devem passar por novas análises. Dados de municípios mineiros, porém, apontam um número maior de casos. S Só na região de Caratinga (Vale do Rio Doce), há 79 casos suspeitos.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente.

É considerada endêmica nas regiões rurais e de mata do Brasil, onde é transmitida por mosquitos de espécies diferentes, como o Haemagogus e o Sabethes, para macacos e, ocasionalmente, para humanos não vacinados.