Eu, Herói?

Eu-herói!

CAPITULO I — Um herói dentro da caixa — A vida pede mais…

Nosso herói trabalhava dentro de uma ‘caixa’ onde só se pensava em lucro, grana e resultados financeiros. Durante os primeiros meses, nosso herói foi por osmose absorvendo algumas crenças, valores e hábitos de um bancário. Passou a usar um disfarce de bancário: camisa e sapato social, as vezes até gravata, cortava o cabelo e fazia a barba frequentemente, gostava de beber ‘socialmente’ todos os dias após o expediente para aliviar o stress de um dia dedicado a um trabalho vazio.


Pouco a pouco Peter foi esfriando seu coração, “encaixotando” sua poesia e disfarçando seus superpoderes. No banco, nosso herói se transformava num mero número. Era chamado de 103875, ou Dígito Zero. Era necessário deixar o coração do lado de fora, naquela caixinha, e então seus superpoderes eram anulados ao passar pela porta giratória.

CAPITULO II — Esgotamento dos poderes

Esgotado e sentindo-se completamente vazio, Peter começa a buscar novamente o verdadeiro propósito de sua jornada na terra. Tenta uma mudança de local de trabalho, ainda tentando resistir no mundo e emprego velhos na cidade grande. A insatisfação com o propósito vazio e as metas sempre crescentes e inalcançáveis persistia... Peter começou então a se perguntar o que estava acontecendo com seus superpoderes e teve uma forte crise de confiança, a síndrome do vira-lata, caracterizada pela crença inconsciente de que não era um super-herói. Distúrbio tão comum nos dias atuais, tal qual a bipolaridade, a ansiedade, a depressão e o assédio moral que assolam uma parcela cada dia maior da humanidade.

CAPITULO III — Mudança de cidade

Após várias tentativas de se adaptar ao trabalho e a cidade grande, Peter volta para São João del Rei decidido a começar uma nova vida e criar um novo trabalho.Sua missão agora era criar uma profissão que servisse ao bem comum e na qual pudesse desenvolver seus dons e superpoderes, e não tivesse que disfarçá-los.”

O bate-papo com a futurista Iris Spirall (que vive em 2050) faz Peter compreender que seu trabalho no banco era insustentável cultural, ambiental, social e espiritualmente. Peter adquire o superpoder da visão 4D.

CAPITULO IV — Aliados e mestres

“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, se meditar o bicho some.”

Alguns aliados se juntam a Peter nessa missão tão importante: os ‘macacos’ da HomoSapiens, os Fluxonomistas do Movimento CrieFuturos e os cientistas do Laboratório de Inteligência Sociocriativa. Peter recorre à trindade sapientíssima, seus mentores Lala, Shana e Martinez o auxiliam a sair do deserto, passar pelo portal e fazer a transição para um mundo desejável e uma vida de abundância.

CAPITULO V — Despertar-psiquiátrico? Surto-espiritual? Ou vice-versa?

Com a força de seus aliados e sabedoria de seus mentores, Peter toma a importante decisão de demitir-se! Então, o sistema soa o alerta vermelho! Psiquiatras, psicólogos e médicos do trabalho são acionados!

“Não é possível, ele quer deixar o emprego estável de empregado público para desbravar o mar revolto e imprevisível do empreendedorismo criativo? Ele alega ser palhaço e poeta… alega que é possível mudar o mundo todo dia! hoje trouxe até um violão pra tocar na fila do banco! só pode estar louco!” Uma bateria de exames é feita. Vários especialistas fornecem vários diagnósticos e versões do fato. Despertar psiquiátrico? Surto espiritual? Até hoje não se sabe o que, de fato, causou a transformação.

CAPITULO VI — Recuperando os superpoderes, e adquirindo novas armas para a batalha

Fluxonomia 4D (Lala Deheinzelin) — TEvEP (Eduardo Shana) — Inteligência Sociocriativa (André Martinez)

Recuperando seus poderes de nascença. Sua visão 4D é ampliada por osmose na convivência com Iris SpirAll. Além disso, recebe um novo superpoder: A Inteligência Sociocriativa. E agora possui uma poderosa arma, uma ferramenta capaz de transformar o mundo: o TEvEP!

Apesar disso, o nosso herói não está imune ao efeito vira-lata que assola o país — a crença subconsciente de que não é um super-herói. A epidemia da síndrome do vira-lata se espalha e heróis no Brasil todo sofrem de crises de confiança,pensam que não passam de um vira-lata, o que anula seus superpoderes.

CAPÍTULO VII — O Pan! O todo! O Pânico! O medo do todo! Da crise à transição. Da in-forma-ação à trans-forma-ação.

O desafio final: A crise. Neste momento o mundo passa por uma grande crise! E não é econômica, esta o nosso herói não pode resolver sozinho, pois é sistemica. Mas sim, trata-se de uma crise de CONFIANÇA. As pessoas não acreditam mais em seus superpoderes. Perderam de vista seus dons. Não enxergam mais suas riquezas e qualidades. Algumas pessoas só enxergam o lado negativo da vida e escassez, outras sequer são capazes de enxergar o outro. Neste cenário, os superpoderes de Pedro são inúteis. No século XXI, um herói sozinho não salva o dia. Era necessário a união de forças, a criação de uma verdadeira Liga da Confiança. Era preciso que todos confiassem e acreditassem em seus próprios superpoderes para que o mundo fosse salvo.

CAPÍTULO VIII — All, infinito e além! Contação de futuros:

Com a criação do Laboratório de Fluxonomia 4D foi possível produzir mais de 8 bilhões de óculos 4D em material intangível que se multiplicam com o uso, possibilitando assim que o mundo voltasse a enxergar!

O TEvEP se espalhou pelo mundo todo, e cada um dos 8 bilhões de seres humanos passou a gerir melhor seu tempo (recurso escasso e não-renovável) e a valorizar os recursos abundantes, intangíveis e renováveis!

Com a viralização da Inteligência SocioCriativa o mundo passou a pensar de maneira sistêmica, encontrando um caminho sustentável de desenvolvimento e criando um sistema no qual aquilo que é abundante vale mais.

A arte, a cultura e a tecnologia tornaram-se os setores mais estratégicos e importantes para a economia e sociedade. Descoberta a cura da síndrome do vira-lata e distúrbio de confiança.

Desperta o herói e o artista em cada um!

Continua no próximo capítulo…

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