Hoje morre a poesia líquida presente nas minhas entranhas, derramada na minha carcaça puta, puro ouro branco das alianças de compromissos fingidos como as folhas do pinheiro de natal. Árvores de plástico falsas soterradas num mundo doentio. E eu que nunca vi o fim das trilhas não canso de imaginar as inúmeras formas de percorrer, correr, rolar e nadar pelas ondas obscuras da minha cabeça. Quando eu me afogar, doe o meu quarto pra um vagabundo de coração partido, inteiro ou qualquer. Deixe um beijo no nariz, o girassol no vaso ao lado e um adeus do fundo das minhas veias frágeis e sinceras.