Como Star Trek Deep Space Nine mudou meu ponto de vista na depressão

Adoro StarTrek e, como fã e pesquisadora. E por estar pesquisando esta área, tive que reassistir documentários, filmes, séries e pesquisas com o consumidor direto do Universo Star Trek. Neste tempo de pesquisa e pós graduação passei por um processo de depressão reativa, mas ao assistir a série Deep Space Nine, algo me despertou.

Neste tempo da minha vida e da minha carreira, vejo coisas diferentes, alguns pensamentos filosóficos, novos pontos de vista na vida, um novo tempo de maturidade humana que nos faz ver as mesmas coisas de maneiras muito diferentes… Quero dizer que, percebi mais intensamente que enxergo as coisas que já havia visto no passado com outros olhos, outra concepção pautada pela experiência que a vida me proporcionou.

Mas, ao assistir esta série, o que me tocou tão intensamente e profundamente foi um diálogo com capitão Sisko e a nova forma de vida que o contatou, chamados de Profetas. Especificamente, foi um diálogo presente no episódio 1, quando Sisko foi interceptado pelos Profetas. Em momentos variados de argumentos e perguntas sobre a vida humana, o alienígena acessa a memória do capitão e viu que a mais forte lembrança que estava em sua mente era o dia em que sua esposa morreu em um incêndio na nave em que eles estavam.

O diálogo, que começa em 1:16:40, é o seguinte:

Sisko: Qual é o objetivo de me trazer de volta para isso?
Profetas: nós não trouxemos você aqui … Você nos trouxe aqui … Você existe aqui
Sisko: Então me dê o poder de guiá-lo em outro lugar — em qualquer outro lugar.
Profetas: não podemos dar-lhe o que você se nega. Procure soluções de dentro, Comandante
[…]
Sisko: nunca deixei esta nave.
Profetas: você existe aqui.
Sisko: Eu … existo aqui.
[…]
Profetas: nenhuma das suas experiências passadas ajudou a preparar você para essa consequência.
Sisko: E nunca descobri como viver sem ela.
Profetas: Então você escolhe existir aqui … Não é linear.
Sisko: Não, não é linear.

O capitão Sisko sempre se lembra do dia em que sua esposa morreu, ele está lá no lugar onde ela morreu em sua memória, mas por quê?

Então me perguntei, por que eu existo no lugar da memória que me faz sofrer e ser depressiva?

Por que não podemos esquecer aqueles momentos de dor e sofrimento, de choro intenso e sentimento de desesperança?

Porque não nos preparamos para esquecer a nossa dor. Vivemos em nossa dor no estado de depressão.

Logo, devemos esquecer o tempo da dor e recordar dos tempos felizes de nossa vida, como: os momentos de vitória, o dia que passei de ano, os momentos felizes junto a nossos filhos e sobrinhos, a alegria de ver o céu azul e o sol quentinho no meu rosto, o contentamento ao cantar e dançar com aquela música que adoro, os momentos com a família e amigos, aquele momento em que ganhei o presente que queria muito ou o momento de alegria e carinho da minha cachorrinha, meu tempo lindo e de qualidade com meu esposo ou louvando a Deus.

É uma maneira simples de esquecer o tempo da dor e ir para o tempo da felicidade.

Até mesmo o tempo assistindo Star Trek série Deep Space Nine, Voyager e Next Generation. Ajudou-me a pensar sobre a vida, a existência, filosofia, humanidade, o futuro, os desejos, os sonhos e principalmente a superar a dor do sofrimento.

Espero que você seja muito feliz, ESQUEÇA A DOR, PARE DE PENSAR NA DOR, deixe-a no passado, tire seus pensamentos dela e tenha… Vida longa e próspera!

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