Sobre a qualidade de satisfazer as expectativas dos outros

Quantas expectativas jogamos em cima de nós mesmos e de nosso trabalho esperando a compensação de alguma forma, seja pelo reconhecimento de nossos superiores e ou mesmo de nossos pares. Acabamos despejando expectativas irreais e idealizadas em cima de nós mesmos e de nosso trabalho para simplesmente satisfazer uma necessidade que pertence somente ao meio e não ao indivíduo.

Me peguei pensando, durante a minha pós-graduação, sobre a nossa qualidade de satisfazer as expectativas dos outros sim é uma qualidade inata em alguns ou adquirida com o decorrer das nossas experiências ou por puro medo). Me peguei pensando inclusive da tamanha necessidade e esforço que tenho dispendido em quebrar este paradigma, racionalmente e irracionalmente.

Pois a sociedade moderna me faz pensar que tenho que cumprir expectativas irreais não importa o meu momento ou a minha qualidade e capacidade e isso me faz deixar de lado quem realmente sou, quero ser e posso ser.

Quero quebrar o paradigma do outro, me colocando como ser racional para cumprir as próprias perspectivas da existência que EU construí para mim mesma. Mas é difícil desligar do meio social e conseguir seguir os próprios princípios pois o grupo social nos amarrou tão exíguamente que é difícil afrouxar qualquer distinção para o EU.

Assim, o EU que grita por um caminho individual, sem querer que o outro construa expectativas que ele mesmo não reconhece, que seja cambaleando pelo meio, alfinetado pelos olhos medonhos de quem não consegue sair do grupo ou não enxerga o nível de profundidade que a necessidade de aceitação o levou.

Ainda não sei como quebrar esta visão, talvez o mais audaz já o conseguiu, será que o Eu consegue?

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