Sociedade disciplinar e Sociedade de Controle

A mudança da modernidade para a contemporaneidade, alterou diversas estruturas na sociedade. Uma delas foi a forma de vigilância. Antes a sociedade se fundava em meios de manipulação e controle como a família, a igreja, a escola, a fábrica, o hospital. Da mesma forma em que as jornadas de trabalho eram extensas, afim de conter pensamentos e atitudes revolucionários.

Através desses “micropoderes” era possível manipular e tornar a sociedade uma massa homogênea, em que a vigilância e as maneiras de “corrigir” aperfeiçoavam o poder de forma discreta.

Com o passar dos anos, a sociedade disciplinar, se tronou uma sociedade cada vez mais intensificada pelo controle. O cidadão atua e alimenta esse controle. A partir daí o Estado vê na população uma oportunidade de produção e manutenção da sua existência e se apropria disso.

Na modernidade o controle se estabelecia através das instituições, já na sociedade do controle a manipulação acontece virtualmente, adquirindo fluidez e passando praticamente despercebido no dia a dia.

Hoje ninguém precisa se aprisionar nessas instituições para ser controlado, porque isso acontece através de todas as câmeras espalhadas pelo mundo, trazendo à tona o sistema Panóptico, já estabelecido antigamente para fins de controle e que persiste até hoje.

Não só as câmeras, mas todos os aparatos tecnológicos exercem controle e manipulação da sociedade, de forma que todos os dados disponibilizados pelos usuários são ligados de alguma maneira e tudo se torna informação, tornando esse poder invisível e cada vez mais forte.

Temos um exemplo de dispositivo disciplinar ou de controle nas nossas mãos. O celular com todas as disponibilidades ligada à internet, temos o mundo disponível, mas ao mesmo tempo deixamos ali muitas informações. Quando baixamos um aplicativo e aceitamos sem mesmo ler, os termos de uso, ali podemos estar autorizando acesso as nossas fotos, e-mails, etc.

Outra forma de controle e manipulação da sociedade, está nos meios de comunicação de massa, como a televisão e o rádio, onde a mídia se utiliza de certo desligamento da população para entregar as informações do viés que melhor lhe convém e dessa forma manter a sociedade acomodada.

A palavra cidadão que já foi sinônimo de participação política, hoje se tornou um cumpridor de regras. Regras estas estabelecidas pela mídia e pela tecnologia, construindo uma subjetividade fictícia, fazendo o cidadão acreditar que está cada vez mais auto suficiente, mas na verdade essa individualização está fazendo com que a sociedade se torne mais controlada e padronizada.

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