Nostalgia
Eu sou uma pessoa totalmente nostálgica.

Gosto de ouvir músicas que eu cresci ouvindo, de ir nos mesmos lugares, de fazer os mesmos pedidos nos restaurantes, de reler cartas e conversas antigas, de suspirar na janela do ônibus ao passar por lugares que de alguma forma marcaram minha vida.
Essa nostalgia enche o meu coração de saudade e traz uma sensação de conforto, fazendo um sorriso bobo brotar no meu rosto.
Mas também ser nostálgico demais faz com que possamos ficar muito presos ao passado se não deixarmos essa nostalgia para trás, como algo que já aconteceu e apenas te lembra (e faz) até mesmo tu sentir as mesmas sensações daquela época.
Ela é perigosa, chega de mansinho quando menos esperamos e ataca a nossa memória de uma forma que não tem volta, tu tens apenas que sentir e deixar aquele momento passar.
A questão é levar essas lembranças e aprendizados como bagagens de saudade e maturidade. Viver no passado não é algo que nos deixe seguir em frente, nos deixa estagnados e de certa forma até criam medos: o do novo, do inesperado, do “será?”.
É preciso entender e mensurar o quanto a saudade vive como saudade e não como uma trava em nossa vida que prende nossos pés e não nos deixa dar os próximos passos.
É preciso liberdade para que possamos construir novas memórias, novas histórias, novos caminhos para a vida, a nossa vida!
Me pego de noite ligando na rádio, antes de adormecer, como fazíamos antes de termos o costume de ouvir músicas pela internet ou até mesmo de existir aplicativos para isso, esperando a próxima música começar com aquela sensação boa de ânsia sem saber qual será a próxima e é essa ansiedade boa que devemos ter em nossa vida, a espera da próxima nova lembrança que seguirá eternamente conosco.
