Cecília, hoje te poetizei…

Hoje em voz cantada poetizei, declamando Cecília.

E muitos ouvidos viam atentos os quase choros de emoção.

E ela, a Meireles, falando em mim.

E a Cecília viva, poetizando em meu eu.

Era gelo derretido em corações aquecidos pelo amar de Cecília.

Enfim, a Cecília Meireles ressuscitou em corpos estudantis…

Eles sorridentes pediram bis.

E eu falante pronunciava versos ecoados a quatro cantos para daí fugirem por entre paredes. Assim se fez luz naquela sala antes escura…

Era cada aluno buscando luz, acendendo tochas e paus, saindo à caça daqueles que dizem “Poesia não é para qualquer um!”.

E fizemos fogueira que não ardia papel de livro e sim, fazia arder os olhos que enxergavam letras em clarão.

E ali dançamos a dança das palavras vivas.

E Cecília?

Ela dançava junto, estando ali agarrada em pálpebras, em cílios piscantes, em olhos lacrimejantes, enfim, em imagens lidas, linha a linha, em sonoridade de uma canção.

Por favor Meireles, que o nosso hoje se faça sempre num amanhã revivido nos aprendizes atentos a ti Cecília em teus versos, rimas e estrofes poetizadas cá dentro de nós.