CORTEJO

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O andar lento em em meio a buzinas de outros carros fora da fila, em um manifesto de incompreensão com a despedida.

E assim vem o pensar em retrospectiva nos momentos de convivência amiga.

O cortejo segue, agora silencioso respeitando a manifestação de dor e perda da pessoa querida.

E somos cortejo que segue um carro guia carregando corpo-inerte em gestos de carinho por alguém vivo em emoções, sonhos e alegrias.

O cortejo cessa na nova morada, esta fria, escura e silenciosa.

Agora é cortejo de gente em direção ao corpo que espera imóvel, sem explicações pra dor que machuca…

E muitos que se negam a partir sem a presença viva da pessoa amada.

Em: 06/05/09 — às 22:30