Insônia

Está decretado…
Aqui será o reino da letra madrugadora
Daquela que apregoa nos telhados a intranquilidade da noite
Em letra e mais letra a preferir luz viva da escuridão
Igual palavra silenciosa que escapa do camatuê…
Em letra que batuca e não deixa dormir
Em palavras sobressaltadas que espiam da janela d’álma…
Em palavras verdades na alegria por quem lê palavras escritas.
É voz encantada ao benzer as palavras soltas e esvoaçantes.
Em palavras sem sentido e em transe a vagarem soltas por aí…
É palavra lúcida soprada no ouvido por línguas fora de si.
E aqui tornar-se palavra insana, inumana em insônia do fim.