Após tragédia, Chapecoense ganha quase 5 milhões de fãs na internet e entra no Top 10 dos times brasileiros

A madrugada de 29 de novembro de 2016 ficará eternizada na memória dos apaixonados por futebol espalhados pelo mundo. Foi nesta data que um dos maiores desastres aéreos da história esportiva ocorreu. Foram 71 mortos. A bordo estavam jornalistas e a delegação da, até então, pequena equipe do Oeste Catarinense: a Chapecoense.

A tragédia comoveu o mundo e diversas homenagens foram feitas em todos os seis continentes. Na esfera futebolística, a solidariedade foi ainda maior e a rivalidade foi deixada de lado. Clubes brasileiros trocaram os próprios escudos de suas redes sociais para inserir o da Chape. As Tags #ForçaChape e #SomosTodosChape chegaram, juntas, ao topo dos assuntos comentados na internet.

O resultado de tudo isso foi visto na própria web com o crescimento de fãs da Chapecoense. Em novembro do ano passado, antes do desastre aéreo, o time catarinense ocupava a 24ª posição entre os clubes brasileiros em número de seguidores. Eram quase 514 mil pessoas distribuídas entre Facebook (346.706), Twitter (118.827), Instagram (47.525) e YouTube (883), de acordo com a IBOPE Repucom.

Motivado pelos atos de homenagens que até hoje ocorrem pelo mundo, a marca Chapecoense cresceu de maneira avassaladora. Agora em janeiro, o time de Chapecó aparece na sétima posição na lista combinada, com 5,3 milhões de seguidores. A base no Facebook cresceu mais de 10 vezes e tem agora 3,9 milhões de fãs. Twitter (488 mil), Instagram (950 mil) e YouTube (20 mil) também registraram crescimentos expressivos.

O boom no número de fãs foi absurdamente superior ao dos demais grandes times do país. Todos, durante o mesmo período, ganharam “apenas” 100 mil seguidores de novembro para cá.

A Chape pode certamente ser considerada, hoje, a equipe brasileira mais conhecida no mundo. Mas isso jamais vai confortar o coração dilacerado das famílias que perderam seus entes queridos e da torcida órfã de seus heróis campeões Sul-Americanos.

A vida das vítimas jamais irá voltar. A Chapecoense não será pequena outra vez. Mas, se fosse possível retornar no tempo, não “só” os novos quase 5 milhões de fãs, mas sim, o mundo todo iria querer um 29 de novembro de 2016 diferente.

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