Desigualdade entre homens e mulheres.

Anúncio de emprego revolta jovens na baixada santista

Maria Gabriela Bergamo

A desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho está cada dia mais inserida no nosso dia-a-dia, apesar de ser um tema bastante mencionado atualmente, os índices e episódios deste preconceito não estão diminuindo como esperávamos.

Uma aluna de 20 anos, que cursa “Cinema”, na Unimonte em Santos, pronunciou-se contra uma vaga de estágio que a Fundação Arquivo e Memória de Santos disponibilizou apenas para homens, para a captação de depoimentos em áudios e vídeos, e, em seguida, transforma-los em gravação de DVD.

A aluna enviou um e-mail para Fundação informando-os que aprende em igualdade o conteúdo solicitado na vaga, e que havia necessidade de trabalhar na área assim como os demais, e que a assustava-a em pleno 2016, se deparar com esse tipo de exigência em um anuncio de emprego.

O responsável da vaga retornou para a aluna pedindo desculpas e ressaltando que havia sido um erro inadmissível do funcionário que qualificou a vaga, e que o mesmo já foi advertido.

Ele também mencionou sobre a formação do quadro de funcionários que atuam na Fundação:

“O quadro funcional da FAMS é composto em cerca de 80% por mulheres, que atuam em todos os serviços prestados pela instituição. Não há nenhum tipo de discriminação por gênero, cor ou religião por aqui. ”

Ainda atribulado sobre o ocorrido, o responsável da vaga, disponibilizou seu telefone e e-mail e tempo para todas as pessoas que ficaram ofendidas sobre o episódio.

Apesar de todas as desculpas, retornos e preocupações, não sabemos se a FAMS cumpriu seu anunciamento acerca da ocorrida situação, dizendo que a escolha do estagiário levou em conta questões meramente técnicas e curriculares

É importante ressaltar, que a mulher vive uma luta constante no mercado de trabalho brasileiro, sendo injustiçadas e menosprezadas por conta de seu gênero, um exemplo de tal situação é o fato das mulheres receberem 30% a menos que os homens, no Brasil.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apurou, por meio de intensas pesquisas, que apesar de muito embora a econima estar em crescimento, bem como as políticas destinadas à redução de desigualdades estarem cada vez mais efetivas, a permamencia das desigualdades salariais na América Latina continuam em seu estado de permanência.

Ocorre que, concluiu a mencionada pesquisa que, a dissemelhança salarial entre homem e mulher é efetiva em todas as faixas etárias, empregos e/ou empresas. Essa diferença salarial de menor porte é, apenas, nas áreas rurais, onde, em média, o salário entre ambos são iguais.

O Brasil é o primeiro colocado quando se trata de disparidade salarial. No Estado Brasileiro, o homens ganham, aproximadamente, 30% a mais que as mulheres, sejam elas da mesma idade e nível de instrução.

Por fim, observavamos que a dissemelhança entre os sexos é algo que se vem desde muito tempo, e que todos temos direito ao mesmo salário, independente da raça, sexo, etnia e outras diferenças.

Projeto Laboratorial da disciplina Produção Gráfica do curso de Relações Públicas da Universidade Católica de Santos, apenas para fins de aprendizagem.

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