3 razões para não desistir de escrever

Eu estou escrevendo um livro há um bom tempo. Já estou na quarta versão e, mais uma vez, eu pensei em desistir dele.

Basicamente, fico dividido entre dois pensamentos: “já coloquei tanto tempo nessa história, uma hora ela vai funcionar” e “estou perdendo tempo demais com essa história, poderia escrever outras coisas”.

Como vocês podem ver, a questão que me incomoda é o tempo.

Para mim, o tempo que se leva para escrever um livro sempre foi determinante na hora de começar a escrever.

“Será que vai valer a pena? E se chegar no final e eu só descobrir que perdi tempo?”

Já consegui superar esse problema de não começar as coisas. Não penso muito se vai valer a pena escrever alguma história, porque, de verdade, acho que escrever sempre vale a pena. Mas agora o tempo (ou a falta dele) tem feito eu pensar seriamente em desistir.

Em uma das vezes em que pensei em desistir de escrever esse livro, eu li uma entrevista do Scott Westerfeld, em que ele dá umas dicas para escrever livros e a primeira delas é a que ilustra esse post.

Essa entrevista me ajudou a não desistir e eu consegui terminar a segunda versão do livro e continuar até a versão atual.

Mas como a vontade de desistir voltou, resolvi fazer uma pequena lista dos motivos para não desistir. Coisas que eu tenho que lembrar todas as vezes que penso em jogar esse livro na lixeira.

1. Pratique terminar: como Scott Westerfeld disse, termine, nem que seja como uma forma de exercício. Torne–se bom em terminar livros. É fácil falar “estou escrevendo um livro” ou “comecei a escrever um livro”, mas são poucos os que podem dizer “escrevi um livro”.

2. Escrever significa reescrever: não fique descontente com o que você tem até o momento, você pode sempre consertar a história e deixá–la melhor.

3. Terminar motiva: o sentimento de dever cumprido te faz querer repetir a dose e isso lhe dará outros livros, novas histórias.

Talvez eu passe mais um bom tempo reescrevendo esse livro, mas não vou desistir.

Quando terminar, eu aviso.

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Originally published at frankengelbert.com on April 4, 2015.

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