LAÇOS EVOLUTIVOS

Quais as companhias que mais influem em nossa evolução?

Dentro de nosso grupo evolutivo, ou grupocarma, os elementos que mais influem em nossa evolução pessoal, ou em equipe, são as companhias diretas ou os nossos companheiros de destino mais próximos.

Dos colegas evolutivos, podemos tirar proveitos, vantagens temporárias ou até mesmo desfrutar de privilégios humanos.

NOSSAS ATITUDES UNS PARA COM OS OUTROS APERTAM OU SOLTAM OS LAÇOS EVOLUTIVOS EM NOSSAS RELAÇÕES MÚTUAS.

Laços das mais diversas naturezas nos unem fortemente.

Em primeiro lugar, os laços afetivos, sejam de sangue, familiares, ou não, relativos predominantemente ao psicossoma.

Logo em seguida, os laços ou empatias culturais, intelectuais, relativas ao mentalsoma.

Por fim, as ligações de interesses sociais, comerciais, industriais ou profissionais, referentes à nossa sobrevivência humana, relativas a todo o nosso holossoma.

Nossas uniões uns com os outros criam efeitos sadios ou doentios, através de nossas manifestações abertamente conscientes, semiconscientes ou inteiramente inconscientes, ainda subumanas, em voo cego pelo caminho evolutivo.

Os efeitos sadios de nossas manifestações são libertários e evolutivos para nós e para quem amamos, ou as individualidades mais queridas em torno de nós, em qualquer dimensão.

Os efeitos doentios de nossas manifestações são estacionadores ou regressivos quanto à nossa evolução ou à evolução de quem gostamos e vive em nossas proximidades, por exemplo: a interprisão grupocármica.

A interprisão grupocármica, é a condição de vida ou aprisionamento conjunto, compulsório, imposto e prolongado, entre um punhado de consciências antissociais ou anticosmoéticas.

Suas existências e experiências ficam presas umas às outras pelos princípios inseparáveis das afinidades interconscienciais que atuam através de nossos pensenes.

NOSSOS ACERTOS E NOSSOS ERROS NOS UNEM SEMPRE, EM QUALQUER PARTE, EM TODA DIMENSÃO OU MOMENTO EVOLUTIVO.

Podemos usufruir de lembranças felizes, exultações, alegrias e euforias juntos, ou podemos sofrer remorsos, arrependimentos, lágrimas e decepções também juntos.

Existem prisões interconscienciais conjuntas, mútuas ou recíprocas.

Nossos laços nos prendem como grilhões apertados ou nos libertam iguais a chaves evolutivas, escancarando os horizontes de nosso futuro imediato. Tudo depende da vivência da maxifraternidade.

Na fase da interprisão grupocármica, as consciências, prisioneiras umas das outras, querem se apartar e, absolutamente, não conseguem.

O colega mais querido de ontem, torna-se o perseguidor mais empedernido e implacável de hoje, devido à irracionalidade das emoções.

A afeição mais pura de afeto no passado, transforma-se em ódio declarado e inescondível, no presente.

Querem viver separados, porque, pelos menos, temporariamente não se suportam, mas os equívocos comuns, executados ao mesmo tempo, a 4 ou a 100 mãos, jungem e impõem a presença de uma às outras.

Aqui, leitor, você pode perguntar:

E os amparadores, neste caso, não fazem alguma coisa?

Os amparadores fazem o que podem, porém não fazem o impossível. Os chamados guias extrafísicos cegos estão envolvidos aí.

Cada um de nós pensa e decide por si. Ninguém consegue viver ou decidir no lugar de outrem, nem os amparadores ou os Orientadores Evolutivos.

Os amparadores extrafísicos patrocinam semipossessões interconscienciais benignas. Isso é equilíbrio evolutivo de consciências lúcidas dedicadas à maxifraternidade.

Nenhuma consciência mais evoluída patrocina uma possessão patológica. Isso é loucura de assediador interconsciencial.

Ao mesmo tempo, ninguém consegue fugir aos efeitos dos próprios atos.

NOSSA MEMÓRIA INTEGRAL REGISTRA TUDO O QUE FAZEMOS, SEM FALHAS.
ISSO É ATESTADO A NOSSO FAVOR OU DEPOIMENTO CONTRA NÓS.

Tudo isso funciona igual a um instrumento automático, inexorável, permanente.

Eis porque podemos afirmar, com inteira confiança, de que tudo em o Cosmos está sob controle de inteligências ou consciências mais evoluídas.

Não precisamos nos angustiar com tudo aquilo que ainda desconhecemos. Nem devemos sofrer com expectativas terroristas a respeito do futuro ou mudanças de épocas, paradigmas, dimensões ou condições evolutivas.

Nosso nível e qualidade de energia consciencial nos coloca automaticamente em afinidade e nas proximidades de energias idênticas àquelas que exteriorizamos e alimentamos.

Mudanças de dimensões, trocas de corpos humanos, idas para lugares intrafísicos diferentes, ou a entrada em sociedades diversas, não têm forças para nos separar.

Os semelhantes se atraem com força irresistível.

Ninguém perde ninguém. Ninguém se livra de ninguém.

Aí está a inteligência e a vantagem de se fazer o que é mais correto, do ponto de vista cosmoético, tanto individualmente quanto em grupo, ou no meio de parceiros evolutivos.

Acertando, nossos atos nos empurram para mais acertos e o convívio com consciências corretas e mais sadias.

Errando, nossas ações nos impelem para mais erros e a vivência com consciências erradas e doentias.

Esta é a lei da ação e reação, inevitável, que atua em nós próprios, intraconsciencialmente, através de nossos pensenes e energias, até mesmo contra a nossa vontade e nossa intenção.

Para executar as reações de nossas ações, não é necessário um fiscal observando as minúcias de nossos atos.

Nossas energias conscienciais são imperturbáveis em seus juízos insensíveis, amorais, naturais, maquinais, dentro de uma justiça imparcialíssima.

Nossas energias pessoais denunciam sempre o nosso nível de realização evolutiva.

Todo ato doentio traz um revertério doentio.

Todo ato cosmoético traz um retorno enriquecedor.

Muitas vezes esquecemos dessa realidade porque a ação do retorno não é imediata, embora seja inevitável.

Contudo, a escolha é nossa, pessoal, intransferível.

SE ESCOLHEMOS ERRAR EM GRUPO, RECEBEMOS COMO RESPOSTA INEVITÁVEL OS EFEITOS DOS ERROS NA INTERPRISÃO GRUPOCÁRMICA.

Quando as consciências começam a errar em grupo — por exemplo, as quadrilhas das célebres maracutaias da previdência social no Brasil — elas tornam-se marginais à evolução inteligente.

Tornam-se próceres do partido dos assediadores.

Sentem-se bem umas com as outras.

Conspiram gostosamente no clima da marginalidade entre seus companheiros antissociais.

Por algum tempo, alimentam certezas absolutas sobre tudo o que fazem de errado.

Sentem-se com pleno direito de irem contra os direitos dos outros.

No entanto, a maioria dessas consciências sabe muito bem o que estão aprontando de errado ou espúrio.

Não aceitam advertências oportunas de pessoas mais chegadas ou com ascendência moral sobre elas.

Persistem em seus desmandos, abusam de seus poderes, afundam-se na lama sem quaisquer reflexões.

Muitas dessas consciências envolvem outros companheiros, colegas, cônjuges, filhos, e parentes (nepotismo) incautos, através das heterocorrupções e aliciamentos próprios dos abusos dos poderes temporais, econômicos, sociais, políticos, e dos impérios teológicos.

Daí nascem os frutos espúrios da interprisão grupocármica, por exemplo: grupos de extermínio; inquisições religiosas e políticas; torturas humanas intergrupais; racismos e suas loucuras; máfias e sociedades criminosas; terrorismos; guerras e genocídios.

A interprisão grupocármica se assenta na condição da inseparabilidade interconsciencial evolutiva.

O que é inseparabilidade interconsciencial?

A inseparabilidade interconsciencial ou evolutiva é a lei universal da afinidade pensênica: quem penseniza igual se atrai e vive junto, de modo inseparável.

As consciências somente se separam ou se distanciam temporariamente para liderar novas vivências grupais, libertadoras, sem egoísmos, junto a outras consciências.

Enquanto permanecem teimosas nos atos egoísticos, piores, permanecem juntas, mesmo contra a vontade, inexoravelmente.

Erros são sempre cangas, grilhões, castrações e paralisações.

ACERTOS PESSOAIS SÃO SEMPRE LIBERTAÇÕES E VOOS ABERTOS DA CONSCIÊNCIA PARA O COSMOS E A EVOLUÇÃO CONTINUADA.

Para deixar a condição da interprisão grupocármica, a consciência experimenta várias fases até chegar à libertação da trama dos laços marginais a que se impôs e na qual se enredou.

De início, passa pela fase da vitimização.

O que é fase da vitimização?

A fase da vitimização é aquela em que a consciência marginal, trânsfuga da evolução lúcida, começa a duvidar das vantagens de suas ações e escolhas menos dignas.

Perdendo forças, começa a sentir na pele o revertério de suas próprias ações erradas.

Perde seus poderes transitórios, pode cair em ostracismo, é isolada pela própria sociedade, recebendo pressões por todos os lados.

De líder, passa a ser vítima da própria máquina antissocial que ajudou a montar e funcionar.

Este período de revertério, dependendo dos efeitos de seus atos em equipe, pode exigir vários séculos e múltiplas vidas humanas a que se dedica inteiramente, em tempo integral, à melhoria do ambiente irrespirável que criou.

É quando se sacrifica em favor dos próprios colegas e vítimas de seus atos, a fim de poder viver em paz consigo mesma, com eles e com os outros.

MUDANÇAS PROFUNDAS DA PERSONALIDADE EXIGEM ALTERAÇÕES DA VONTADE, DA INTENÇÃO E DA ORGANIZAÇÃO DOS HÁBITOS PESSOAIS.

Tal esforço, com o tempo, implica no assentamento de novas sinapses nos hemisférios cerebrais relativas às ideias novas incorporadas.

Assim vai a consciência, a trancos e barrancos, até chegar à fase da recomposição.

O que é fase da recomposição?

A fase da recomposição é aquela em que a consciência que errou em conjunto, deixa de ser vítima direta de seus erros, a fim de atender às suas antigas vítimas.

Pouco a pouco, com muito esforço, paciência e perseverança, em geral nos mesmos ambientes, país ou sociedade, com os mesmos egos ou egões em novos somas, a consciência recompõe os pedaços e destroços do que sobrou de útil de seus desmandos.

NA FASE DA RECOMPOSIÇÃO DO CAMINHO EVOLUTIVO, TUDO DÁ PARA TRÁS EM RELAÇÃO AOS ESFORÇOS DA CONSCIÊNCIA.

Quem não conhece pessoas afundadas nessa fase da recomposição?

São aqueles indivíduos, homens ou mulheres, que se lamuriam o tempo todo: “Na minha vida nada dá certo! Tudo é contra mim! Fui esquecido pelo destino!”

Nessa fase da recomposição, a consciência procura desensinar o que ensinou errado, até chegar à libertação de suas tolices, inexperiências e equívocos clamorosos.

Depois da fase da recomposição vem a fase da libertação, onde a consciência sente-se aliviada das pressões assediadoras, mesmo quando seculares e multiexistenciais.

Deixa os egocentrismos infantis. Adquire melhor espírito de humanidade. Já não pede, o tempo todo, para si.

Descobre o policarma, no qual ajuda os outros sem pensar em si, nem esperar gratidão ou retorno, objetivando tão somente a evolução confortável e conjunta.

A Terra para ela, agora, transforma-se em uma escola evolutiva.

Quer aprender junto com os demais.

Quer ensinar, aprendendo em grupo.

Quer acertar em conjunto, ao invés de errar em grupo.

Quer demonstrar que aprendeu a lição evolutiva.

Neste ponto, descobre o universalismo, além de todas as doutrinas sectárias, filosofias individualistas, crenças, sacralizações, repressões e lavagens subcerebrais.

Chega um dia em que reconhece a existência da tarefa do esclarecimento como muito mais importante do que a tarefa da consolação.

Começa a se defender das assedialidades cegas pela cosmoética vivenciada.

Alcança um nível de holomaturidade mais tranquilo.

COM O TEMPO E NOVAS EXPERIÊNCIAS, CADA UM DE NÓS APERFEIÇOA SEU HOLOPENSENE PESSOAL, DENTRO DO HOLOPENSENE GRUPAL.

VIEIRA, Waldo. Nossa Evolução.

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