Pílula #2 (17 à 22 de agosto)


Olá caros e caras!

Frank Wyllys com mais uma ~pílula~ de conteúdo para vocês.

No domingo passado eu inaugurei o Pílula: uma pequena e distinta variação do conteúdo que publico mensalmente aqui no Já Tem Cast. A essência é a mesma: reunir os melhores links — mas agora da semana — para lhes recomendar. Caso não tenha visto o primeiro, basta clicar na legenda da imagem acima! Entretanto, em vez de publicar em um post direto na nossa página do Facebook, vamos passar a publicar aqui. Vamos aos links da semana? Vamos sim.

Descriminalização das drogas no STF

Sessão do STF para julgar se porte de droga é crime.

Está sendo discutido, através do Recurso Extraordinário 635.659, a inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei Antidrogas (11.343/2006). Como bem diz um texto no Jota:

[…] a própria importância que ele assume na agenda do STF está ligada a um grave problema de política pública: a superlotação carcerária. [1]

Tal pauta no STF coloca o Brasil “na discussão mundial sobre a legalização do uso de drogas” como diz o título de uma matéria do El País Brasil [2]. Argumentos à favor e contra são levantados sobre a questão — a BBC tem alguns [3]. Outros levantam uma terceira via ou algo mais bem pensado sobre a questão [4]. A pauta poderia levantar a suspeita de que o Supremo Tribunal Federal seria mais ativo que os outros poderes, mas não é bem assim [5]. Por fim, até essa altura do campeonato, votou apenas o relator do RE ministro Gilmar Mendes [6], onde logo após foi pedido a vistoria pelo ministro Luiz Fachin [7]. Como adendo, recomendo um artigo acadêmico no site Jota sobre o assunto [8].

Referências:

[1] Política de drogas no STF

[2] Brasil entra na discussão mundial sobre a legalização do uso de drogas

[3] Porte de drogas para uso pessoal deve ser crime? Conheça argumentos a favor e contra

[4] Nem descriminalização, nem punição: integração

[5] A tendência passivista do Supremo

[6] Drogas: a íntegra do voto do ministro Gilmar Mendes

[7] O que Fachin pensa sobre descriminalizar as drogas

[8] Paternalismo legal e criminalização das drogas

Ciência, muita ciência

Foto noturna da torre ATTO
A 150 quilômetros ao nordeste de Manaus, no meio da densa floresta tropical brasileira¸ o Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO) será inaugurado após um ano de construção, neste sábado (22). A Torre Alta, de 325 metros, é um projeto conjunto entre o Brasil e a Alemanha em que estão envolvidos o Instituto Max Planck de Química, o Instituto Max Planck para Biogeoquímica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) [1].

A torre, diga-se de passagem, é maior que a torre Eiffel [2]. Enfim: tenho aqui muitos links sobre ciência. Segue abaixo uma lista deles:

  1. Quando atingimos a maturidade social para tomada de decisões?
  2. Qual é a contribuição do Estado para o aumento da desigualdade social?
  3. Temas emergentes da sociedade contemporânea
  4. Depois do Hubble
  5. Uma jornada até Plutão
  6. A complexa ocupação das Américas
  7. A disputada conquista das Américas
  8. Familiaridade com a ciência
  9. Rigor com imagens científicas

Dou destaque para dois links. Primeiro: todo sábado tem Ciência em Pauta — esse é o ultimo. Segundo: baseado em uma pesquisa que saiu na mesma em novembro de 2014, a Revista Fapesp produziu um vídeo sobre a renovação da política brasileira. Assistam!

Referências:

[1] Inauguração da Torre Alta na floresta amazônica

[2] Amazonas terá a maior torre de pesquisa em mudanças climáticas do mundo

Brasil e Alemanha: acordos bilaterais e de investimento sobre o futuro

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A chanceler alemã Angela Merkel, entre os dias 19 e 20 de agosto de 2015, visitou rapidamente o Brasil para uma série de atividades bilaterais com a presidenta Dilma Rousseff [1]. Dentre as várias coisas assinadas — acordos e compromissos — eu destaco dois: a relação comercial Mercosul — UE [2] e “os compromissos a serem apresentados na Convenção sobre Mudanças Climáticas (COP-21) que ocorrerá em Paris, em dezembro” [3]. A questão da ciberdefesa também foi abordada — não podemos esquecer que ambos os países e muitos outros foram espionados pela NSA e isso causou um desconforto internacional imenso, fazendo com que os dois países ingressassem com uma resolução na ONU [4].

Pontuo aqui dois links sobre a questão ambiental tratada pelo encontro. O primeiro é uma matéria do DW mostrando a diferença com que cada um dos dois países trata a questão do meio ambiente [5]. O segundo é um artigo de opinião onde é desenvolvido o argumento de que a Alemanha muito se afastou do Brasil e está menos presente no desenvolvimento do país, ou seja: tal encontro seria sobre como remediar isso [6].

Referências:

[1] Angela Merkel chega ao Brasil para fechar acordos com Governo Dilma

[2] Brasil e Alemanha querem avançar acordo entre Mercosul e UE

[3] Angela Merkel cobra que Brasil zere desmatamento na Amazônia até 2030

[4] Nações Unidas adotam resolução sobre privacidade na era digital

[5] Como Brasil e Alemanha lidam com as mudanças climáticas?

[6] Opinião: A Alemanha precisa do Brasil

Protestos de 16/08/15: registros durante e depois

Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas

Na primeira Pílula que publiquei — no dia 16 de agosto — estava ocorrendo em mais de 100 cidades do Brasil protestos contra o governo, presidenta Dilma, ex-presidente Lula, PT e contra a corrupção. Nessa Pílula eu havia sugerido uma leitura — mesmo que com algum tom crítico contra esta — à direita do Brasil. Hoje, 1 semana após os protestos, trago alguns registros, opiniões e pesquisas relacionados ao fato desse dia. Começo por um texto do Aos fatos onde demonstra a relação da força dos protestos com a reputação da presidenta [1]. Outra surpresa foi apresentada tanto pela BBC Brasil [2] quanto pelo El País Brasil [3]: um estudo sobre o protesto no Twitter e um entedimento mais claro — através de amostragem — dos manifestantes e de como em alguns pontos eles destoam forte das lideranças dos protestos — a BBC publicou sobre o mesmo [4]. O MIDIARS desmembrou essa batalha virtual também no Twitter [5] enquanto que o Labic o fez no Instagram [6].

A Vice fez registros a sua forma dos protestos [7][8], mas o que mais me interessa são as opiniões e o futuro. Juan de Onis apresenta uma leitura interessante e bem pé no chão sobre os protestos dessa semana e suas variáveis dentro e fora desses fenômenos [9]. Para Rosana Pinheiro-Machado [10] o que ocorre é um parcial não debate de pautas levantadas de forma legítima pelos manifestantes do dia 16/08 — e essa ponderação fica bem clara quando você contrasta com os protestos de esquerda do dia 20/08 [11]. A recessão na economia brasileira, ~para melhorar a situação~, parece estar longe de acabar [12].

Por fim, apresento ainda mais dois textos: o primeiro é sobre alguns saberes de psicologia que podem ajudar a deixar o diálogo e a leitura da realidade mais recheados de alteridade [13] enquanto que o segundo é sobre uma futura possibilidade à esquerda de partido político no Brasil que apresente novas propostas e diálogos baseado no modelo do espanhol Podemos [14].

Referências:

[1] Força dos protestos varia conforme reputação do governo Dilma

[2] Com humor e ‘reação antecipada’, governistas superam movimento anti-Dilma no Twitter

[3] Perfil de quem foi à Paulista destoa de lideranças e não poupa ninguém

[4] Protesto em SP: 3 em cada 4 são contra dinheiro de empresas em campanhas, diz pesquisa

[5] Os protestos de 16/08

[6] #Impeachment no Instagram: intensidade e variedade

[7] Terceiro Ato “Fora, Dilma” em São Paulo

[8] Um Saldo de Violência nos Protestos de Ontem

[9] Uma semana de protestos

[10] “A ridicularização joga para a direita quem critica a corrupção”

[11] Esquerda faz ato contra impeachment, mas ajuste fiscal mina apoio a Dilma

[12] Fim da recessão no Brasil fica cada dia mais distante com confiança em baixa

[13] Fundamentos de psicologia para discutir política

[14] Fenômeno na Espanha, Podemos inspira os descontentes no Brasil

Tecnologia: morte, Android, Internet e outras coisas mais

Um texto me apareceu de assalto nessa semana. Essa ótima reportagem do Rodrigo Guedin sobre o compartilhar como nosso comportamento natural ou padrão perante eventualidades que tem a morte como fim [1]. Destaco também um texto do Tecnoblog sobre as novidades do Android 6.0 Marshmallow [2] e a gradual entrega do controle que os Estados Unidos da América tem sobre a Internet [3]. Mais outros links sobre o tema tecnologia que eu recomendo estarão abaixo.

  1. Pesquisa da Unicamp mostra fragilidades de apps bancários
  2. Teoria da Pornografia Passiva
  3. A importância dos filtros na profundidade da internet
  4. Os limites da garimpagem de dados na internet
  5. Como funciona o software que ajuda Stephen Hawking a se comunicar
  6. Analistas acreditam que Alphabet dará mais transparência à Google

Referências:

[1] Por que compartilhamos fotos e vídeos de gente morta?

[2] O que há de novo (até agora) no Android 6.0 Marshmallow

[3] O Governo dos EUA ainda vai controlar a internet por mais alguns anos

Outros links que valem o acesso:

  1. ‘Chacinas revelam anestesia moral’, diz sociólogo
  2. Ibiza, Ilha da Festa
  3. As Olimpíadas das Forças Especiais: Jogos Bélicos
  4. Os mistérios do ‘mapa mais adorado do mundo’
  5. Videomontagem junta alguns dos maiores vilões do cinema
  6. Steven Universo e protagonismo feminino nos desenhos animados
  7. Por que a desigualdade extrema prejudica os ricos?
  8. A volta dos tribalistas