Exaustão de uma ansiosa

Ainda com os olhos fechados e na escuridão do amanhecer, sinto minha cabeça girar. Abro-os e sinto a confusão fundindo-se a cada pensamento.

Aquela náusea incomodando meu estômago, o coração bate um pouco mais rápido, mas para mim sinto que ele fosse sair pela boca e me deixar ali angustiada.

Entre espadas e solidão, sinto o vazio me inundar, uma vez que nada faria sentido, por quê ele estaria ali?

A ansiedade é uma morte lenta e agoniante, dentre milhões de perguntas e nenhuma resposta, se forma vazios distorcidos de aflição e cansaço.

Sinto meus olhos pesarem, o cansaço é inevitável. Os silêncios sufocantes gritam em minha mente.

Feita de carne e osso, agora me fiz de pedra.

Afogar as emoções turbulentas, é um caminho sem volta, porque nunca temos energia suficiente para isso e no meio do mar já exaustos de tudo, sentimos a onda sob nossa cabeça e nos arrastando cada vez mais para o fundo.

Às vezes consigo controlar, mas quase sempre não sei lidar.