Deixe-me entrar?

Vejo o cinza do céu, e sigo meu caminho. Cantando as palavras que emudecem a alma. Ouço a porta que, pesada e devagar, bate sem parar. O ruído que me desperta. Queria entrar no teu mundo, contemplar as vielas da tua alma, passear pelos parques do teu coração, te ver sorrir e ficar mudo, sem palavras entoar um beijo sem pressa, te trazer para perto. Quero oxigenar meu viver com o ar da tua respiração. Agora, deito no teu peito e ouço, a tua porta que, apressada e viva, bate. A melodia que me encanta. Deixo-me ali. Por instantes infindáveis, em pura saudade.