Aventuras em terras cariocas

Fui para o Rio, com certeza não é o meu lugar preferido, mas vai la, vamos ser honesto eu tenho me esforçado para gostar da cidade maravilhosa e ela também tem feito a sua parte. Até deu uma esfriada esses dias para não torrar a minha cabeça (haja sol para tanta cabeça)

Tava de boa, chinelo no pé, bermuda, descansando e sentindo a vibe praiana depois de 3 dias de auditoria.

Dai a Ju, lembra que eu preciso tomar vacina de tétano para a viagem que a gente vai fazer, e que como não tem em BH, eu devia aproveitar e ir no RJ.

La fui eu no possxto de saúde do lado do metrô da Siqueira Campos! Tudo tranquilo, atendimento excelente, tava quase convencido de que a minha relação com essa cidade agora seria outra, mais amistosa, com muito amor, felicidade, alegria, e eis que chega a chuva…

A chuva cabulosou tudo. Na burrice, achei que sair correndo era uma opção válida. Afinal de contas uma chuvinha refrescante na cidade do verao e coisa e tal e tal e coisa.

Nos primeiros metros saindo do posto de saúde a chinela fica para trás e eu tentando frear sem ser bruscamente, para não cair saí cambaleando até parar uns metros para frente.

Volto para resgatar o fujão com a irritação crescendo no corpo. A sujeira das ruas entupiu todos os bueiros, e para ajudar um escomungado deixou uma lona preta de vender micanga tampando um outro bueiro. Era o caos.

O lago titicaca estava formado ali na minha frente, na siqueira campos. E nem lado para correr tinha, pois as marquizes ja estavam todas ocupadas, era a turma da área vip assistindo as pobres almas se aventurando no lago recem formado.

Encarnei o Indiana Jones e fui correndo, na primeira poça, a primeira baixa, o fujão do chinelo fez um mergulho em profundidade e teve que ser abandonado.

Vão se as chinelas ficam se as doenças venéreas transmissíveis pelo esgoto. Daí para frente não lembro bem, porque a raiva tomou conta, e me fez sair corrando no meio daquela catarata formada em solos cariocas, com um chinelo na mão, como se fosse um troféu.

Cheguei puto em casa, descalço, de chinela na mão, pronto para descer até estourar a borracha em quem falasse qualquer coisa.

Hoje mais calmo, de chinelo novo, vejo que a minha relação com o Rio progride, apesar de molhada e com uma chinela a menos. Ae, ae meu irmão, bota esxse chinelo na conta do Cabral…

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    Frederico Campos Viana

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    Engenheiro ambiental, curioso, do contra e stalker das notícias de bastidores. Alucinado com frases de efeito, ditados populares e expressões engraçadas.