Carta ao filho

Fred Di Giacomo
Aug 15, 2016 · 2 min read

Oh, meu filho, escute bem. Oh, meu filho, que ainda não brotou, Brote bela flor, venha com amor.

Oh, meu filho, escute bem. Quando o seu pai se for, não for mais eu, Souber que já morreu,

Recorde-se:

Da terra, somos o sal Do destino, o leme Da existência, o intento

*** Dinheiro não é importante. O que importa são as pessoas, a arte e os pequenos prazeres:

Um café, uma cerveja, fazer amor Ler o céu, dormir abraçado com quem se benquer,

Ajudar sem ansiar nada em troca. Ouvir uma canção que nos chova os olhos e aprender algo novo a cada dia.

Não engolir a miséria, Não destratar o próximo, Não abaixar a cabeça.

Amar o outro, mas amar a si mesmo. E devolver o mundo um pouco melhor do que se recebeu

*** Um pouco melhor do que se recebeu

*** Meu filho querido, Você ainda não nasceu, Mas é um pequeno sonho meu.

Meu filho, o que importa É só o amor Que um dia me deram e, hoje, te dou.

“Carta ao filho” é o poema que encerra meu livro vindouro “Guia poético e prático para sobreviver ao século XXI” (lançamento dia 31/08, às 19h, na Patuscada) e foi escrito alguns dias antes de meu filho nascer. Achei que fazia sentido esse poema encerrar o ciclo de um livro escrito, na sua maior parte, por um Fred que era só filho e que já não existe mais. :-) Quem quiser pode encomendar o livro no site da Editora Patuá.

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Fred Di Giacomo

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Escritor. Jornalista multimídia. Autor do romance “Desamparo”. Co-criei os jogos Filosofighters e Science Kombat pra Super. 7livros e 1 filho.