Poemateu


Nós que amamos as artes
Temos na fé no homem
Nossa única religião

Nós que amamos os homens
Temos na ciência e na esperança
Nossa única comunhão

Nós que amamos
Aceitamos.

E elegemos a exceção
Da mediocridade humana
Como nosso bezerro dourado

Diante de nossas irís
Uma fileira de trágicos ídolos
Se estende para o abate

Prometeu, Ícaro, Kanãxiwé
Turing, Wilde, Curie, Lovelace
Luther King, Gandhi, Mandela, Russel
Tolstoi, Cristo, Malala e Chaplin.

Todos tão falhos
e tão mesquinhos,
tão inspiradores
e tão humanos

Que fazem a ideia de dEUS
chorar
impossível

***
Tudo é vaidade
O que resta
Vale a viagem

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