TAKE 5: ensino superior de cinema no Brasil — André Piero Gatti

Antes de ler esse post, leia: TAKE 5 — apresentando a proposta

Repostas: Hernani Heffner / Tunico Amâncio

Começam a chegar por e-mails as respostas dos “perguntados”. O primeiro a responder foi André Piero Gatti, pesquisador e professor de cinema na FAAP e Anhembi Morumbi, em São Paulo — SP.

5 perguntas e 5 respostas: ensino superior de cinema no Brasil

1. O que esperar de um curso superior de cinema (na perspectiva de quem vai estudar, ensinar, produzir e pesquisar)?

  • Sob o ponto de vista dos alunos, acho que é sempre um pouco frustrante, pois, as escolas, as quais conheço, não têm nenhum esquema de inserção profissional e atualização tecnológica.

2. Até que ponto a vinculação com a área de comunicação prejudica ou prejudicou o ensino de cinema no Brasil?

  • Esta vinculação empobrece e restringe o curso. Este que se enche de matérias teóricas para cumprir tabela do Mec.

3. Existe ou existiu uma dicotomia entre teoria e prática na proposta pedagógica dos cursos?

  • Isto precisa ser avaliado caso a caso, mas em alguns cursos esta dicotomia é abissal.

4. Qual a importância de um curso superior de cinema na atividade cinematográfica, tanto no aspecto prático como no teórico?

  • A importância é que o profissional contemporâneo necessita estar bem aparelhado teorica e praticamente . Neste sentido, o curso possibilita alimentar estas duas variáveis da atividade.

5. Cursos superiores de cinema são centralizadores de produção (tanto prática como teórica) cinematográfica local?

  • Creio que, aqui em sampa, não. Mas, em cidades menores como Curitiba, Manaus etc , acho que poderia ser.

Conexões: @apierogatti / lattes / doutorado / apgatti.wordpress.com


Originally published at produtor.org on January 26, 2011.