12 — Poemas Aleatórios

Frederico M. W.
Aug 9, 2017 · 2 min read

I. Uma Beleza
Há algumas feições tão curvilíneas e femininas.
Cabelos tão sedosos em rostos muito delicados.
Exemplo:
O desenrolar dos teus cachos
Como se fosse a correnteza de alguns riachos,
Resplandece graciosamente com as pequenas manchas em teu rosto.
E cada vez mais eu sinto falta do teu gosto.
Eu que tanto te adoro
Sempre a imagino
Talvez, não em meus braços.
Mas, pensando em mim.
Como naquele olhar que tanto me chamou a atenção,
Naquele verão.
São tempos que jamais voltarão,
Na memória, apenas, não a queria ter.
E sim, contigo sempre permanecer.

II. Um Retorno — Não?
Muitas coisas são variadas e as mesmas.
Todas são diferentes e, no fundo, parecidas.
Quando se vai, vem e volta.
O novo que era velho,
De novo,
Fica novo e velho,
Com o passar dos tempos,
Que tudo cura — dizem alguns,
E de que nada adianta.
O tempo traz as doenças e as leva.
Como sempre.
Retornando de tempos em tempos.

III. Nada de Importante
Te ter e não te querer
É um tanto quanto impossível;
— Como diz aquela canção.
Te ver e não te querer
É uma contradição muito inevitável;
— Não poderia ser isso um refrão.
Uma música tão linda que jamais irá escutar
Agrada o meu espírito em um caminho em que você não está.
Não tenho mais um lar nesse mundo: por que relutar?
Eu quero sair. Mas, aqui estou preso, nesta floresta
— Imunda.

IV. Bobagem
Alguns dos sentidos da vida são nossas sensações,
Emoções e prazeres. Sofrimentos e dores.
Nós nos machucamos e sentimos alegria.
Fazemos coisas das quais não gostamos,
E perguntamos o porquê…!
E são todas bobagens. Tal como a vida.

V. Nada de Mais
O que escrever quando não se tem ideias?
O que falar quando se quer ficar calado?
O que saborear se nada tem gosto?
A vida não é nada de mais.

    Frederico M. W.

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    Um mero alguém que escreve meramente algumas coisas.