Teoria da branca de neve: pelo direito de amar uma pessoa (ou sete)

É chegado o “dia dos namorados”, e o marketing do amor romântico perfeito inicia.

Jantares, velas, viagens paradisíacas: a publicidade nos bombardeia com a promessa de uma relação perfeita onde a monogamia e a heterossexualidade dão o tom da felicidade. O mercado do consumo inspirado em valores sexistas nos faz crer que existe uma única fórmula para a felicidade sexual e afetiva, e essa cultura impacta diretamente na maneira como o imaginário coletivo estrutura nossas relações.

Nesse dia de namorar, Freeda gostaria de lembrar que existem muitas maneiras de ser feliz e de construir laços de afeto baseados no cuidado, que não necessariamente sigam modelos estruturados no “amor a dois” entre “um homem e uma mulher”. Celebramos a diversidade em todos os seus níveis. A felicidade afetiva pode vir através de redes de afeto, de relações abertas, de relações poliamorosas, de relações livres, onde as regras de ouro são o consenso e o cuidado.

Pode vir também através de relações monogâmicas entre pessoas do mesmo gênero, entre pessoas agênero, inclusive entre pessoas assexuais que constroem relações românticas de troca e respeito. As possibilidades de felicidade fora da moldura heterossexual, monogâmica e cisgênera são infinitas! Os gêneros e desejos são infinitos. As formulações também. Amor pode ser par, mas também pode ser rede.