O marinheiro

O

marinheiro navegando ao mar solitário, acendia um cigarro enquanto pensava na cidade adormecida. Ele gostava daquele barulho do mar, era quando podia colocar seus pensamentos em ordem. Toda noite entre a luz do cigarro aceso, ele pensava no amor de sua vida de cabelo curto que ela mesma cortava e seu pijama favorito amarrotado. Ele sentava-se na companhia de seus pensamentos. Ali ele se sentia infinito, o velho aparelho de som tocava Leonard Cohen.

O marinheiro sempre foi solitário, por afastar de seus amigos e familiares, aprendendo a aproveitar a companhia do mar. Guardava uma imensidão em seus olhos, olhava para aquele mar imenso como se tudo fosse mágico e a noite era seu momento favorito, ele podia se sentar com seus cigarros e sentir o ar frio tocar seu rosto.

A fumaça do cigarro saia de seus lábios enquanto seus pensamentos estavam em outro lugar, ele sonhava com o amanhecer perfeito em que tudo mudaria e sua vida começaria de verdade. Ele buscava uma vida de tranquilidade. Sorria ao se imaginar em uma grande cidade, uma cidade que nunca dorme e onde ele sairia com as luzes brilhando em seu coração e viveria como um filme francês.

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