A incrível geração que percebeu que Cannes não vale nada
Raphael Pavan
20810

Eu trabalhei durante uns 7 anos em agências. Pulei de lá pra cá e cheguei numa que tinha alguma notoriedade no mercado nacional. A pressão, durante os dois anos que estive lá era essa: ganhar Cannes. Cannes é business. Cannes tráz cliente. Tráz dinheiro. Mas… A cabecinha de Cannes faz o cara pensar somente nisso e esquecer que o job diário é o que deve fazer o cliente vender mais.

Foram madrugadas, sábados e domingos, aniversários de grandes amigos perdidos, o futebol de sábado que nunca podia confirmar se iria ou não e a viagem pra praia cancelada na última hora.

Saí daquela agência, algumas coisas aconteceram na vida e mudei tudo. Hoje trabalho no cliente. Num produto. Startup. No início minha cabecinha de Cannes dizia: “Não tem nada de glamuroso aqui, só trabalho do dia a dia”. Levou quase um ano pra eu entender que eu estava construindo um produto com tudo que fazia. Ou você acha que AirBnB, Spotify e outras marcas fantásticas foram construídas com agências? As equipes próprias de design faz uma diferença enorme. Trabalha-se todos dias pensando no seu produto.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.