Peugeot Driving Experience no Autódromo do Estoril (Autódromo Fernanda Pires da Silva).

Ontem, dia 21 de Maio de 2015, realizou-se no Autódromo do Estoril a Peugeot Driving Experience.

http://www.autohoje.com/drivingexperience/inquerito.php

Organização

Foi prometida adrenalina e experimentar os vários automóveis com apetências desportivas da marca. Teoricamente poder-se-ia escolher entre o 208 GTi, 308 GT nas versões Berlina e SW, 508 GT e o RCZ-R. Estavam em disponíveis nas versões a gasolina e diesel.

Teoricamente, é a palavra chave, uma vez que na realidade, as sensações em pista eram apenas com um modelo por participante, não podendo escolher outro em seguida. Isto traz um problema aos entusiastas de automóveis. Se apenas se pode experimentar um, como é que conseguimos sentir as diferenças entre os vários modelos? É que todos os modelos são dirigidos a públicos diferentes e todos têm comportamentos diferentes. Acho que este será um ponto a rever nos próximos eventos do género que a marca venha a fazer.


308 GT SW 1.6 e-THP de 205cv

Foi este o veículo que me calhou. É uma proposta interessante, mas naquele ambiente, pouco cativante. Talvez na estrada com a família fosse de outra opinião, mas em pista aquele carro era um peixe fora de água. Uma das razões, o carro adornava demasiado nas curvas, apesar de estar equipado com jantes de 18 polegadas, pneus Continental Eagle F1 Assymetric, não se podia dizer que o setting de suspensão fosse o melhor. A sensação na direcção, também não era das melhores. Apesar de ser consideravelmente melhor que o modelo equivalente da outra marca do grupo, não senti que fosse assim tão comunicativo, provocando alguma desconfiança sobre o que se estava a passar nas rodas. Por outro lado, como a direcção assistida era bastante leve, em caso de correcção de trajectória, tornar-se mais rápido. Se fosse um pouco mais comunicativa, acho que se ganhava muito mais, como retribuição da experiência. Uma coisa que naquele ambiente tem pouca importância, é o travão de mão eléctrico, mas seria muito mais interessante ter a velha pega manual de travão de mão.

O botão Sport

Esta versão tem disponível de série um botão que diz Sport. Basicamente o que esse botão faz, é mudar a cor dos manómetros para vermelho, muda a informação do quadrante digital da informação de consumos para a informação de quantos cavalos estamos a utilizar, binário e pressão de Turbo. Aparentemente também muda o som do motor. Aparentemente, porque na realidade o que faz é reproduzir um ficheiro áudio para dentro do carro, dando a ideia que se tem uma admissão directa no carro, de modo a dar aquelo ronco mais rouco, típico dos antigos 106 GTi/XSi/Rallye quando se montava a respectiva admissão. Também dá a ilusão do carro ter um comportamento diferente, dando a ilusão que as reacções ao pedal do acelarador são mais intensas. Para dizer a verdade, eu não senti diferença rigorosamente nenhuma.

http://www.youtube.com/watch?v=HZ8uOS7ki3Q


Segunda parte: O Slalom.

Também houve uma experiência de Slalom, neste caso com alguns 308 de três cilindros que tinham para a experiência. Basicamente pretendia-se que conduzíssemos num circuito marcado com pinos, inicialmente com controlo de tracção ligado e depois sem. Foi interessante na medida, em que era um teste à rapidez de direcção, mas também para testar as diferenças em casos de fraca aderência. O veículo que me tocou desta vez pareceu-me ser um 308 1.2 PureTech de 110cv a gasolina. Este estava dotado de um travão de mão “à antiga” apesar de não ter sido necessária a utilização do mesmo.


Terceira parte, apresentação de tecnologias

Nesta parte, foram-nos apresentadas as novas tecnologias que a Peugeot está a implementar nos novos veículos da gama. Para dizer a verdade, foi o que menos apreciei, pois apenas vimos um power point e não a tecnologia em si a funcionar. Foi também interessante saber que a PSA vai insistir mais nos motores a gasolina pois entendem que é o futuro, apesar dos veículos a diesel serem os mais vendidos no nosso mercado.


Ponto de Situação.

Sinceramente, ou o 308 1.2 PureTech era muito bom, ou a 308 GT SW deixava a desejar, pois como experiência de condução não eram assim tão diferentes. Certamente que em pista notar-se-iam maiores diferenças, mas as sensações transmitidas ao condutor, não eram assim tantas. Em momento algum senti que estava a conduzir um veículo que tinha quase o dobro da potência daquele que lhe serviu de base.

Quanto à organização, seria melhor que deixassem experimentar os outros veículos também, só assim se conseguiria realmente distinguir as diferenças na condução dos mesmos. Tudo bem que incentivam que se façam test drives, mas a verdade é que com um veículo de apetências desportivas, só se consegue levar ao limite numa pista de autódromo, uma vez que na estrada, além de proibido, torna-se perigoso.

Conclusão.

Sinceramente, não me vejo a comprar a 308 GT SW, uma vez que acho que existem propostas muito mais interessantes no mercado, tanto em prestações, como sensações. Talvez não tenha tido tempo de experimentar convenientemente a carrinha, até porque duas voltas ao autódromo não dão tempo de se ambientar à carrinha, já que a falta de sensibilidade, ainda que sendo melhor que os modelos equivalentes da outra marca do grupo, não me parece que seja o melhor entre as hipóteses oferecidas para o nosso mercado.

Pontuação:

  • 308 GT SW — 6/10
  • 308 1.2 PureTech — 4/10
  • Organização — 8/10
  • Experiência — 7/10


Fontes:

Newsletter: Autohoje.pt

Peugeot Portugal

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