Das árvores frutíferas

Justina lavava roupas.

Tomava um caminho de cascalhos que cortava o milharal, até a margem do rio.

Era jovem.

Certa vez, viu uma estradinha de terra estreita, quase surgida do nada, no meio da plantação.

Ora, jamais havia reparado!

Tomou, de curiosa, aquela vereda.

Logo adiante, uma bifurcação. E havia bem ali, dividindo as sendas, uma árvore, farta em frutos.

Pareciam suculentos e Justina colheu alguns.

Seguiu pela esquerda até ver outra bifurcação. E outra árvore.

E seguiam as bifurcações, as árvores, os frutos.

Justina, então, decidiu voltar.

Mas jamais encontrou a saída.

Hoje, continua perdida, vivendo somente das frutas que aquele labirinto lhe oferece em cada esquina.

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