Eu sou a biscate no automático

Nada que eu faço é por acaso. Mas também não é como se eu fosse um pequeno demônio né. Mas liberdade é um negócio massa e eu acho que abuso às vezes. Também, pudera.

Mas também não é como se eu bebesse tanto. Ou usasse tanto. Ou mesmo abalasse tanto. Meu lado intimista nem gosta desses tantos assim. Eu gosto do estrago, mas um estrago silencioso, que no outro dia passe café e me deixe ver desenho.

Então, às vezes, eu sou biscate no automático. Sinto muito, mas acontece. Lá vem a biscate das roupas curtas, do cigarro mentolado, que dá em cima do meu namorado, que dança sambinha com copo de cerveja na mão. Lá vem, cantando Jorge Ben no violão, tão simpatiquinha, de peito à mostra, sorriso fácil. A biscate, que diz sim pra tudo. A biscate, que não nega nada.

Desculpa, mas se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria. Daria tudo de mim porque, daqui, eu só levo as coisinha bonita da minha biscatez. Eu quero corpo e tenho pressa de viver ;).

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